Agora no Ribatejo, continuamos próximo de Almeirim para um regresso no tempo, a um clássico da Casa Cadaval.
Um velho amigo, entretanto desaparecido, tinha neste vinho a sua versão preferida do Cabernet Sauvignon em Portugal, pela sua pujança e robustez.
Esta garrafa com uma colheita datada de há 25 anos ainda apareceu em muito boa forma, naturalmente amaciada pelo tempo.
Apresentou-se macio, ainda muito estruturado e encorpado, com final prolongado. Redondo na prova de boca, no nariz sobressaem aromas terciários com algumas notas terrosas. Dos traços típicos do Cabernet Sauvignon destaca-se ainda algum fruto vermelho maduro de forma muito discreta.
Sabe bem rever estas relíquias que nos transportam de volta para aromas e sabores que julgávamos já perdidos.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Casa Cadaval, Cabernet Sauvignon 1993 (T)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Casa Cadaval
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Cabernet Sauvignon
Preço: 12,25 €
Nota (0 a 10): 8
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terça-feira, 30 de outubro de 2018
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
No meu copo 648 - Padre Pedro Reserva branco 2015
Um branco recente da Casa Cadaval, produzido com 90% de Viognier e 10% de Arinto que lhe confere a frescura e acidez suplementar. Aroma intenso, alguma mineralidade e algum citrino, bom volume de boca, com boa acidez e persistência, com final elegante e com alguma complexidade.
É um branco interessante, de meia-estação, que parece apresentar alguma polivalência em termos de pratos para acompanhar. A rever.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Padre Pedro Reserva 2015 (B)
Região: Tejo (Muge)
Produtor: Casa Cadaval
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viognier (90%) Arinto, (10%)
Preço: 7,50 €
Nota (0 a 10): 7,5
É um branco interessante, de meia-estação, que parece apresentar alguma polivalência em termos de pratos para acompanhar. A rever.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Padre Pedro Reserva 2015 (B)
Região: Tejo (Muge)
Produtor: Casa Cadaval
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viognier (90%) Arinto, (10%)
Preço: 7,50 €
Nota (0 a 10): 7,5
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
No meu copo 485 - Padre Pedro Reserva 2005
Continuamos a abrir os vinhos com 10 anos. Desta vez a escolha recaiu na versão Reserva deste clássico da Casa Cadaval, uma marca implantada firmemente entre os vinhos ribatejanos e já com uma longa tradição nas versões monocasta, como os excelentes Cabernet Sauvignon e Trincadeira, à maneira clássica, e o Pinot Noir em versão ribetejana mais atípica.
Apresentou-se com uma cor granada carregada, aroma a frutos pretos maduros com algumas notas florais (predominância de violetas típicas da Touriga Nacional), encorpado com excelente estrutura e equilíbrio, final longo e persistente e macio.
Talvez este precise de ser bebido mais novo, pois a combinação de castas merece ser apreciada com mais alguma vivacidade e juventude. A rever.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Padre Pedro Reserva 2005 (T)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Casa Cadaval
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional (50%), Trincadeira (30%), Cabernet Sauvignon (10%), Merlot (10%)
Preço em feira de vinhos: 8,75 €
Nota (0 a 10): 7,5
segunda-feira, 2 de março de 2015
No meu copo 435 - Casa Cadaval Vinhas Velhas, Trincadeira 2007
Voltamos ao Ribatejo, para visitar outro produtor de referência, a Casa Cadaval, também há muito implantada no mercado com os seus tintos monocasta. Neste caso, já tínhamos provado há cerca de um ano o Cabernet Sauvignon; agora foi a vez do Trincadeira, a outra casta tradicional dos tintos varietais da casa, tal como o Pinot Noir.
Sendo uma casta que parece ter vindo a perder terreno nos encepamentos no sul do país, e quase desaparecendo dos vinhos monocasta, os registos mostram, contudo, que ainda é uma das mais plantadas e largamente maioritária a par do Aragonês. É certo que não será das castas mais fáceis de trabalhar pelos enólogos, mas também temos visto nos últimos anos que quem se impõe são aqueles que fazem frente às dificuldades e trabalham com elas levando o seu barco a bom porto, em vez de enveredarem pelo caminho mais fácil dos vinhos com as “castas da moda”, que todos fazem e que a breve trecho se tornam verdadeiras pragas no país… É pena que ainda não tenham percebido que tudo o que está na moda acaba por passar de moda…
Que dizer, então, desta casta fora de moda? Este vinho apresentou-se encorpado, com um aroma algo herbáceo e de couro, estruturado e prolongado. Boa presença de taninos, final intenso mas redondo, pujante e persistente. Mostrou também estar num patamar de evolução em que já não irá melhorar, mas muito longe de decair. Continua a ser, para nós, um daqueles clássicos em que vale a pena apostar e que merece estar nas nossas escolhas.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Casa Cadaval Vinhas Velhas, Trincadeira 2007 (T)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Casa Cadaval
Grau alcoólico: 13%
Casta: Trincadeira
Preço em feira de vinhos: 9,45 €
Nota (0 a 10): 8
Sendo uma casta que parece ter vindo a perder terreno nos encepamentos no sul do país, e quase desaparecendo dos vinhos monocasta, os registos mostram, contudo, que ainda é uma das mais plantadas e largamente maioritária a par do Aragonês. É certo que não será das castas mais fáceis de trabalhar pelos enólogos, mas também temos visto nos últimos anos que quem se impõe são aqueles que fazem frente às dificuldades e trabalham com elas levando o seu barco a bom porto, em vez de enveredarem pelo caminho mais fácil dos vinhos com as “castas da moda”, que todos fazem e que a breve trecho se tornam verdadeiras pragas no país… É pena que ainda não tenham percebido que tudo o que está na moda acaba por passar de moda…
Que dizer, então, desta casta fora de moda? Este vinho apresentou-se encorpado, com um aroma algo herbáceo e de couro, estruturado e prolongado. Boa presença de taninos, final intenso mas redondo, pujante e persistente. Mostrou também estar num patamar de evolução em que já não irá melhorar, mas muito longe de decair. Continua a ser, para nós, um daqueles clássicos em que vale a pena apostar e que merece estar nas nossas escolhas.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Casa Cadaval Vinhas Velhas, Trincadeira 2007 (T)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Casa Cadaval
Grau alcoólico: 13%
Casta: Trincadeira
Preço em feira de vinhos: 9,45 €
Nota (0 a 10): 8
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
No meu copo 410 - Padre Pedro 2007
Este é um cliente antigo das nossas garrafeiras, e um dos tais que normalmente não nos deixam ficar mal. Sendo um vinho da gama baixa de preços, é dos tais que valem bem mais do que aquilo que custam.
Aliás, a Casa Cadaval prima por normalmente não nos desiludir, mesmo nos vinhos de entrada de gama. Há alguns meses provámos um branco que, não sendo da mesma estirpe deste tinto, também não deslustra o nome da casa.
O contra-rótulo indicava poder ser guardado até 4 anos, pelo que ao fim de 7 anos esta garrafa, a caminhar para uma idade respeitável, poderia apresentar sinais de declínio. Contudo não foi o que aconteceu. O vinho apresentou-se pleno de saúde e aromas a frutos vermelhos ainda com alguma juventude, suave, persistente, elegante, bem estruturado na boca e com boa persistência.
Portanto, pareceu estar longe do fim do seu tempo de vida útil, pelo que poderá ser comprado e esquecido durante algum tempo, porque quando for bebido não deverá defraudar o consumidor. Também merece constar na nossa lista de sugestões.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Padre Pedro 2007 (T)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Casa Cadaval
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Aragonês (40%), Trincadeira (40%), Cabernet Sauvignon (15%), Merlot (5%)
Preço em feira de vinhos: 3,49 €
Nota (0 a 10): 7,5
Aliás, a Casa Cadaval prima por normalmente não nos desiludir, mesmo nos vinhos de entrada de gama. Há alguns meses provámos um branco que, não sendo da mesma estirpe deste tinto, também não deslustra o nome da casa.
O contra-rótulo indicava poder ser guardado até 4 anos, pelo que ao fim de 7 anos esta garrafa, a caminhar para uma idade respeitável, poderia apresentar sinais de declínio. Contudo não foi o que aconteceu. O vinho apresentou-se pleno de saúde e aromas a frutos vermelhos ainda com alguma juventude, suave, persistente, elegante, bem estruturado na boca e com boa persistência.
Portanto, pareceu estar longe do fim do seu tempo de vida útil, pelo que poderá ser comprado e esquecido durante algum tempo, porque quando for bebido não deverá defraudar o consumidor. Também merece constar na nossa lista de sugestões.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Padre Pedro 2007 (T)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Casa Cadaval
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Aragonês (40%), Trincadeira (40%), Cabernet Sauvignon (15%), Merlot (5%)
Preço em feira de vinhos: 3,49 €
Nota (0 a 10): 7,5
domingo, 18 de maio de 2014
No meu copo 382 - Padre Pedro branco 2012; Quinta da Alorna branco 2012
Fazendo agora uma ligeira inflexão da região Lisboa para a região Tejo, encontramos estes dois brancos de duas casas de referência, a Casa Cadaval, situada em Muge, e a Quinta da Alorna, em Almeirim.
Se os tintos destas duas casas, entre outras, têm servido para alavancar o nome e o prestígio da região, é comum lermos que a maior tradição até é de brancos, com a casta Fernão Pires à cabeça, devido à frescura e macieza obtida.
No caso destas duas garrafas em apreço, trata-se de vinhos de qualidade média, embora me tivesse agradado mais o Quinta da Alorna. O anterior que tinha provado já foi há uns bons anos, mas do que ficou registado não parece ter mudado o perfil. Suave, aromático com frutado quanto baste, com um toque citrino a par com um ligeiro tropical, um produto agradável e que se bebe com facilidade.
O Padre Pedro branco mostrou-se mais mineral mas um aroma contido, com algum citrino e também um toque tropical mas pouco exuberante no nariz, persistência média e final discreto. Apesar de ter na sua composição o Verdelho e o Viognier, que não existem no Quinta da Alorna e que à partida poderiam conferir-lhe alguma complexidade acrescida e mais exuberância aromática, acabou por ficar um ou dois furos abaixo do Quinta da Alorna, embora não deixe de ser um vinho que se bebe com facilidade. Mas não se pode esperar dele mais do que pode dar.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Tejo (Almeirim)
Vinho: Padre Pedro 2012 (B)
Produtor: Casa Cadaval
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Verdelho, Fernão Pires
Preço em feira de vinhos: 3,35 €
Nota (0 a 10): 6,5
Vinho: Quinta da Alorna 2012 (B)
Produtor: Quinta da Alorna Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Castas: Arinto, Fernão Pires
Preço em feira de vinhos: 3,19 €
Nota (0 a 10): 7
Se os tintos destas duas casas, entre outras, têm servido para alavancar o nome e o prestígio da região, é comum lermos que a maior tradição até é de brancos, com a casta Fernão Pires à cabeça, devido à frescura e macieza obtida.
No caso destas duas garrafas em apreço, trata-se de vinhos de qualidade média, embora me tivesse agradado mais o Quinta da Alorna. O anterior que tinha provado já foi há uns bons anos, mas do que ficou registado não parece ter mudado o perfil. Suave, aromático com frutado quanto baste, com um toque citrino a par com um ligeiro tropical, um produto agradável e que se bebe com facilidade.
O Padre Pedro branco mostrou-se mais mineral mas um aroma contido, com algum citrino e também um toque tropical mas pouco exuberante no nariz, persistência média e final discreto. Apesar de ter na sua composição o Verdelho e o Viognier, que não existem no Quinta da Alorna e que à partida poderiam conferir-lhe alguma complexidade acrescida e mais exuberância aromática, acabou por ficar um ou dois furos abaixo do Quinta da Alorna, embora não deixe de ser um vinho que se bebe com facilidade. Mas não se pode esperar dele mais do que pode dar.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Tejo (Almeirim)
Vinho: Padre Pedro 2012 (B)
Produtor: Casa Cadaval
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Verdelho, Fernão Pires
Preço em feira de vinhos: 3,35 €
Nota (0 a 10): 6,5
Vinho: Quinta da Alorna 2012 (B)
Produtor: Quinta da Alorna Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Castas: Arinto, Fernão Pires
Preço em feira de vinhos: 3,19 €
Nota (0 a 10): 7
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
No meu copo 358 - Vinhos a caminho dos 10 anos (2): Tintos do Ribatejo
Fiúza Premium 2003; Herdade de Muge 2004; Casa Cadaval, Cabernet Sauvignon 2004



Continuando com o desbaste de alguns exemplares “esquecidos” na garrafeira, vamos agora para três exemplares do Tejo, produzidos por duas das casas que mais têm contribuído para a recuperação da imagem da região no panorama vitivinícola, com vinhos de qualidade inquestionável e características muito próprias, a tender para a modernidade e a fugir do “carrascão” do garrafão de 5 litros.
A aposta em castas estrangeiras em lote com outras castas nacionais tem permitido obter vinhos com boa estrutura e também alguma frescura que não era muito frequente. Este aspecto, aliás, verifica-se de modo mais evidente nos muitos brancos à disposição no mercado, tanto no Tejo como noutras regiões.
A Fiúza tem sido uma das empresas a apostar em diversos vinhos mono ou bivarietais, enquanto a Casa Cadaval tem igualmente vinhos monocasta emblemáticos.
Nesta prova falamos de um vinho monocasta e de dois vinhos de lote bem conseguidos.
- Fiúza Premium 2003: boa estrutura e muita frescura na boca, sem sinais de declínio. Bifes e carnes não muito condimentadas foram boa companhia. Estagiou 8 meses em barricas novas de carvalho, seguindo-se 5 meses em garrafa.
- Herdade de Muge 2004: comprado em Outubro de 2006, no contra-rótulo aconselhava-se o consumo imediato ou guarda até 6 anos, portanto fizemo-lo no limite do prazo aconselhado. Aromático, estruturado e suave. Aroma a frutos vermelhos, especiarias e ligeiro vegetal. Enologia de Rui Reguinga.
- Casa Cadaval, Cabernet Sauvignon 2004: este é um clássico da casa, e um dos mais resistentes em termos de produção desta casta em estreme. Outros vêm e vão, este mantém-se. Ao longo dos anos tem mantido um perfil uniforme, com alguma estrutura mas não demasiado robusto, marcado principalmente por alguma macieza. Esta colheita de 2004, adquirida em 2010, apresentou-se com uma cor granada muito carregada e viva, sem qualquer sinal de evolução em demasia. Aroma não muito exuberante com algumas notas de compotas e fruta preta, sem qualquer traço dos pimentos verdes que por vezes marcam os aromas desta quando pouco amadurecida. Na boca mostrou-se macio e não muito estruturado, contrariamente às expectativas, que apontariam para um vinho mais robusto e sem estar marcado pela madeira em que estagiou durante 18 meses. Em comparação com uma prova da colheita de 1999 efectuada há alguns anos, este exemplar terá estado algo mais delgado que o anterior.
Em resumo, vinhos de boa qualidade e em muito boa forma (em especial os dois de lote), a mostrar que aguentaram bem a prova do tempo.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Tejo (Almeirim)
Vinho: Fiúza Premium 2003 (T)
Produtor: Fiúza & Bright
Grau alcoólico: 14%
Castas: Trincadeira Preta, Aragonês, Cabernet Sauvignon
Preço em feira de vinhos: 7,59 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Herdade de Muge 2004 (T)
Produtor: Casa Cadaval
Grau alcoólico: 14%
Castas: Não indicadas
Preço com a Revista de Vinhos: 6 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Casa Cadaval, Cabernet Sauvignon 2004 (T)
Produtor: Casa Cadaval
Grau alcoólico: 14%
Casta: Cabernet Sauvignon
Preço em feira de vinhos: 9,45 €
Nota (0 a 10): 7,5
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2006
No meu copo 23 - Casa Cadaval, Cabernet Sauvignon 1999
A Herdade de Muge, situada na margem esquerda do rio Tejo e não muito distante de Lisboa, é uma propriedade muito antiga, estando na posse da família Álvares Pereira de Mello (Cadaval) há quase 400 anos.
Com uma longa tradição na produção vinícola, este Cabernet Sauvignon da Casa Cadaval depois de vinificado estagiou em meias pipas de carvalho americano e francês. O vinho apreciado era da colheita de 1999 e foi com algum receio que se abriu a botelha, comprada nos idos de Setembro de 2001, na Feira de Vinhos do Continente desse ano. Os receios revelaram-se infundados pois o vinho estava ali para durar, com uma estrutura impressionante. Sendo um vinho estreme de Cabernet, após estes anos as notas vegetais já tinham desaparecido, como é óbvio, mas o que as substituiu foi uma profundidade de sabor que não se encontra nos vinhos novos desta casta.
De cor profunda e opaca, pouco exuberante de aroma mas espesso na boca, de sabores mais ligados ao couro que à fruta, revelou um surpreendente fim de boca e uma ligeira adstringência quando circulado na boca, o que indica que a sua vida ainda estava longe do fim. Apesar disso, esta é uma óptima altura para o beber, se por sorte ainda tiver umas garrafitas desta colheita.
Foi consumido com umas singelas bifanas de porco preto grelhado, que em nada obstaram à fruição do fermentado, bem pelo contrário. Aconselha-se o arejamento atempado deste vinho antes do seu consumo – esta garrafa foi consumida em duas etapas, recorrendo a uma rolha de vácuo, e mostrou-se muito mais aberto na segunda ronda.
Em conclusão, este Regional Ribatejano recomenda-se, sendo um dos vinhos que convém manter sempre na nossa garrafeira – com rodagem frequente, claro!
tuguinho, enófilo esforçado
Vinho: Casa Cadaval, Cabernet Sauvignon 1999 (T)
Região: Ribatejo (Almeirim)
Produtor: Casa Cadaval
Grau alcoólico: 13%
Casta: Cabernet Sauvignon
Preço em feira de vinhos: 8,47 €
Nota (0 a 10): 7,5
Com uma longa tradição na produção vinícola, este Cabernet Sauvignon da Casa Cadaval depois de vinificado estagiou em meias pipas de carvalho americano e francês. O vinho apreciado era da colheita de 1999 e foi com algum receio que se abriu a botelha, comprada nos idos de Setembro de 2001, na Feira de Vinhos do Continente desse ano. Os receios revelaram-se infundados pois o vinho estava ali para durar, com uma estrutura impressionante. Sendo um vinho estreme de Cabernet, após estes anos as notas vegetais já tinham desaparecido, como é óbvio, mas o que as substituiu foi uma profundidade de sabor que não se encontra nos vinhos novos desta casta.
De cor profunda e opaca, pouco exuberante de aroma mas espesso na boca, de sabores mais ligados ao couro que à fruta, revelou um surpreendente fim de boca e uma ligeira adstringência quando circulado na boca, o que indica que a sua vida ainda estava longe do fim. Apesar disso, esta é uma óptima altura para o beber, se por sorte ainda tiver umas garrafitas desta colheita.
Foi consumido com umas singelas bifanas de porco preto grelhado, que em nada obstaram à fruição do fermentado, bem pelo contrário. Aconselha-se o arejamento atempado deste vinho antes do seu consumo – esta garrafa foi consumida em duas etapas, recorrendo a uma rolha de vácuo, e mostrou-se muito mais aberto na segunda ronda.
Em conclusão, este Regional Ribatejano recomenda-se, sendo um dos vinhos que convém manter sempre na nossa garrafeira – com rodagem frequente, claro!
tuguinho, enófilo esforçado
Vinho: Casa Cadaval, Cabernet Sauvignon 1999 (T)
Região: Ribatejo (Almeirim)
Produtor: Casa Cadaval
Grau alcoólico: 13%
Casta: Cabernet Sauvignon
Preço em feira de vinhos: 8,47 €
Nota (0 a 10): 7,5
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