Não é habitual repetirmos uma prova do mesmo vinho aqui no blog com apenas um ano de intervalo, mas desta vez não resisti a publicar esta nota. Tive oportunidade de voltar a provar este vinho na companhia dum apreciador que ainda não o tinha provado, e ambos ficámos rendidos.
Este é daqueles vinhos que encantam à primeira prova! Uma elegância, uma finesse, uma delicadeza no paladar só ao alcance dos grandes vinhos! Confirmou – e reforçou – todas as impressões da prova anterior. Grande branco! Obrigatório ter na garrafeira.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Vallado Prima 2016
Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 6,59 €
Nota (0 a 10): 8,5
O blog onde os néctares de Baco nunca se entornam
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domingo, 12 de agosto de 2018
terça-feira, 26 de setembro de 2017
No meu copo 619 - Quinta do Sobreiró de Cima branco 2016
Mais um vinho pós-férias que surpreendeu. Pediu-se num almoço a acompanhar bacalhau assado na brasa e casou perfeitamente.
É um vinho fresco, aromático, guloso. Relativamente leve, bebe-se quase sem dar por isso, mas a sua frescura e acidez tornam-no apropriado para um prato mais exigente como o bacalhau, pois compensam a menor estrutura na boca. O final é elegante e suave mas persistente.
Requer nova prova para confirmar esta primeira boa impressão, mas para já recomenda-se.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Sobreiró de Cima 2016 (B)
Região: Trás-os-Montes (Valpaços)
Produtor: Quinta do Sobreiró de Cima
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Códega do Larinho, Moscatel Galego, Verdelho
Preço: 3,95 €
Nota (0 a 10): 7,5
É um vinho fresco, aromático, guloso. Relativamente leve, bebe-se quase sem dar por isso, mas a sua frescura e acidez tornam-no apropriado para um prato mais exigente como o bacalhau, pois compensam a menor estrutura na boca. O final é elegante e suave mas persistente.
Requer nova prova para confirmar esta primeira boa impressão, mas para já recomenda-se.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Sobreiró de Cima 2016 (B)
Região: Trás-os-Montes (Valpaços)
Produtor: Quinta do Sobreiró de Cima
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Códega do Larinho, Moscatel Galego, Verdelho
Preço: 3,95 €
Nota (0 a 10): 7,5
domingo, 30 de julho de 2017
No meu copo 615 - Tons de Duorum branco 2016
Um branco de entrada de gama na Duorum Vinhos que tem vindo a manter uma consistência de qualidade surpreendente para o preço que custa.
Apresenta-se com muito boa frescura e acidez, vivo na prova de boca com aromas florais e cítricos intensos, com final de boca vibrante longo.
Não parece ter a qualidade que tem nem ser falado para aquilo que é mas a verdade é que dentro deste patamar de preços, não se encontra muito melhor, e também não é falado nem tem o estatuto que o conteúdo da garrafa justifica.
Um salto qualitativo surpreendente.
Obrigado à João Portugal Ramos Vinhos por esta garrafa.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Tons de Duorum 2016 (B)
Região: Douro
Produtor: Duroum Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto, Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 3,19 €
Nota (0 a 10): 7,5
Apresenta-se com muito boa frescura e acidez, vivo na prova de boca com aromas florais e cítricos intensos, com final de boca vibrante longo.
Não parece ter a qualidade que tem nem ser falado para aquilo que é mas a verdade é que dentro deste patamar de preços, não se encontra muito melhor, e também não é falado nem tem o estatuto que o conteúdo da garrafa justifica.
Um salto qualitativo surpreendente.
Obrigado à João Portugal Ramos Vinhos por esta garrafa.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Tons de Duorum 2016 (B)
Região: Douro
Produtor: Duroum Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto, Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 3,19 €
Nota (0 a 10): 7,5
segunda-feira, 19 de junho de 2017
No meu copo 608 - Vallado Prima 2016
Este vinho chamava-se Vallado Moscatel Galego, tendo passado a chamar-se Vallado Prima e continuando a ser produzido apenas com esta casta.
Tal como na versão anterior, mantém-se com grande frescura e um belíssimo aroma frutado com algum floral. Apresenta aromas exóticos exuberantes e grande elegância. O grau alcoólico baixou para níveis ajuizados, que tornam o vinho mais leve e mais gastronómico.
Excelente para o tempo quente, apresenta uma estrutura e persistência que o tornam adequado para uma vasta gama de pratos e vai muito para além do vinho de Verão. Com pratos de peixe ou marisco, pode ser uma escolha universal adequada.
O preço poderá não ser dos mais simpáticos, mas a qualidade que apresenta justifica-o largamente e torna-o até barato para o prazer que proporciona. Um dos melhores brancos que bebi nos últimos tempos, e sem dúvida uma aposta garantida.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Vallado Prima 2016 (B)
Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 8,39 €
Nota (0 a 10): 8,5
Tal como na versão anterior, mantém-se com grande frescura e um belíssimo aroma frutado com algum floral. Apresenta aromas exóticos exuberantes e grande elegância. O grau alcoólico baixou para níveis ajuizados, que tornam o vinho mais leve e mais gastronómico.
Excelente para o tempo quente, apresenta uma estrutura e persistência que o tornam adequado para uma vasta gama de pratos e vai muito para além do vinho de Verão. Com pratos de peixe ou marisco, pode ser uma escolha universal adequada.
O preço poderá não ser dos mais simpáticos, mas a qualidade que apresenta justifica-o largamente e torna-o até barato para o prazer que proporciona. Um dos melhores brancos que bebi nos últimos tempos, e sem dúvida uma aposta garantida.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Vallado Prima 2016 (B)
Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 8,39 €
Nota (0 a 10): 8,5
quinta-feira, 15 de junho de 2017
No meu copo 607 - Marka branco 2013
Este foi o primeiro contacto com um vinho deste produtor, Carlos Agrellos.
Adquirido por um preço simpático, apresenta-se com três castas tradicionais do Douro, que habitualmente marcam os vinhos com uma forte componente mineral.
Apresenta-se com aroma com algumas notas cítricas e algum floral, elegante e macio na boca, medianamente estruturado, persistência média e final fresco. Não é muito exuberante de aroma nem muito longo, mostrando-se assim como um vinho adequado para refeições ligeiras e pratos de Verão, não muito complexos.
Poderá ser interessante prová-lo nos dias mais quentes. Com o seu moderado grau alcoólico, poderá fazer uma boa parceria com saladas ou mariscos.
O preço é atractivo. A rever noutra oportunidade.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Marka 2013 (B)
Região: Douro
Produtor: Durham-Agrellos
Grau alcoólico: 12%
Castas: Gouveio, Viosinho, Moscatel Galego
Preço: 6,99 €
Nota (0 a 10): 7,5
Adquirido por um preço simpático, apresenta-se com três castas tradicionais do Douro, que habitualmente marcam os vinhos com uma forte componente mineral.
Apresenta-se com aroma com algumas notas cítricas e algum floral, elegante e macio na boca, medianamente estruturado, persistência média e final fresco. Não é muito exuberante de aroma nem muito longo, mostrando-se assim como um vinho adequado para refeições ligeiras e pratos de Verão, não muito complexos.
Poderá ser interessante prová-lo nos dias mais quentes. Com o seu moderado grau alcoólico, poderá fazer uma boa parceria com saladas ou mariscos.
O preço é atractivo. A rever noutra oportunidade.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Marka 2013 (B)
Região: Douro
Produtor: Durham-Agrellos
Grau alcoólico: 12%
Castas: Gouveio, Viosinho, Moscatel Galego
Preço: 6,99 €
Nota (0 a 10): 7,5
terça-feira, 13 de outubro de 2015
No meu copo 482 - Marquês de Borba branco 2013; Tons de Duorum branco 2014
Na mesma ocasião referida no post anterior, as hostilidades abriram, como vai sendo habitual, com brancos para ir entretendo as entradas, até porque o final de Verão estava quente e pedia algo para refrescar antes da passarmos aos pesos pesados dos tintos que se iriam seguir.
Aproveitando a onda dos vinhos gentilmente cedidos pela João Portugal Ramos Vinhos, abrimos um branco alentejano e um duriense, que confirmaram as impressões de provas anteriores.
O Marquês de Borba branco mostrou-se um vinho com uma boa frescura e acidez, muito equilibrado, na linha do que temos vindo a descobrir nestes brancos produzidos em Estremoz, tal como acontece com o Loios e o Vila Santa. Notável a elegância destes brancos para uma zona de baixa altitude e elevadas temperaturas.
Por outro lado, o Tons de Duorum branco, da colheita mais recente, embora igualmente suave, perdeu aos pontos para o seu parceiro de ocasião. Apresentou-se com aroma algo discreto, corpo um pouco delgado e liso nos sabores. Não desagrada e é correcto, mas não se guinda mais além.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Marquês de Borba 2013 (B)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Antão Vaz, Viognier
Preço em feira de vinhos: 4,17 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Tons de Duorum 2014 (B)
Região: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto, Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 3,04 €
Nota (0 a 10): 6
Fotos das garrafas obtidas no site do produtor
Aproveitando a onda dos vinhos gentilmente cedidos pela João Portugal Ramos Vinhos, abrimos um branco alentejano e um duriense, que confirmaram as impressões de provas anteriores.
O Marquês de Borba branco mostrou-se um vinho com uma boa frescura e acidez, muito equilibrado, na linha do que temos vindo a descobrir nestes brancos produzidos em Estremoz, tal como acontece com o Loios e o Vila Santa. Notável a elegância destes brancos para uma zona de baixa altitude e elevadas temperaturas.
Por outro lado, o Tons de Duorum branco, da colheita mais recente, embora igualmente suave, perdeu aos pontos para o seu parceiro de ocasião. Apresentou-se com aroma algo discreto, corpo um pouco delgado e liso nos sabores. Não desagrada e é correcto, mas não se guinda mais além.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Marquês de Borba 2013 (B)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Antão Vaz, Viognier
Preço em feira de vinhos: 4,17 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Tons de Duorum 2014 (B)
Região: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto, Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 3,04 €
Nota (0 a 10): 6
Fotos das garrafas obtidas no site do produtor
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
No meu copo 395 - Loios branco 2013; Tons de Duorum branco 2013; Conde de Vimioso Espumante extra-bruto 2009
Correspondendo à simpatia da João Portugal Ramos Vinhos, que nos tem obsequiado com a oferta de algumas garrafas do seu portefólio de vinhos alentejanos, ribatejanos e durienses, aproveitámos o tempo quente para abrir três brancos recebidos recentemente, todos de diferentes regiões: um Loios branco, um Tons de Duorum branco e um espumante Conde de Vimioso.
Depois de já termos provado diversas marcas, em branco, tinto e rosé, e encontrado algumas gratas revelações, desta vez temos de confessar que nos ficámos pela mediania. Também não é segredo que a marca Loios funciona como entrada de gama nos vinhos do produtor e enólogo no Alentejo, conquanto o Loios tinto seja habitualmente um vinho que tem uma qualidade bem acima do seu preço.
Neste caso, o Loios branco mostrou-se essencialmente um vinho simples, sem grandes pretensões, de aroma frutado discreto, suave mas curto na boca. Alguns furos abaixo do seu irmão tinto na relação qualidade/preço.
O Tons de Duorum branco, de que já tínhamos provado a colheita de 2012, nesta de 2013 mostrou-se mais simples, um pouco curto na boca e com aromas frutados discretos. Pareceu ser uma colheita inferior à anterior.
Quanto ao espumante Conde de Vimioso, um extra-bruto (praticamente sem açúcar residual, portanto), foi bebido a acompanhar sobremesas. Usando uma casta tinta e uma branca, à boa maneira de Champagne, fermentou parcialmente em meias pipas de carvalho francês. Mostrou-se com alguma estrutura mas sem grande volume de boca e final também algo curto e aroma discreto.
Em suma, dois vinhos mais simples que complexos, posicionando-se num patamar de combate pelo preço. Outros, destinados a mais altos voos, estão guardados para ocasiões mais exigentes...
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Loios 2013 (B)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Rabo de Ovelha, Roupeiro
Preço em feira de vinhos: 2,74 €
Nota (0 a 10): 6
Vinho: Tons de Duorum 2013 (B)
Região: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Grau alcoólico: 12%
Castas: Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto, Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 3,49 €
Nota (0 a 10): 6
Vinho: Conde de Vimioso espumante extra-bruto 2009 (B)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Falua - Sociedade de Vinhos
Grau alcoólico: 12%
Castas: Chardonnay, Touriga Nacional
Nota (0 a 10): 6
Depois de já termos provado diversas marcas, em branco, tinto e rosé, e encontrado algumas gratas revelações, desta vez temos de confessar que nos ficámos pela mediania. Também não é segredo que a marca Loios funciona como entrada de gama nos vinhos do produtor e enólogo no Alentejo, conquanto o Loios tinto seja habitualmente um vinho que tem uma qualidade bem acima do seu preço.
Neste caso, o Loios branco mostrou-se essencialmente um vinho simples, sem grandes pretensões, de aroma frutado discreto, suave mas curto na boca. Alguns furos abaixo do seu irmão tinto na relação qualidade/preço.
O Tons de Duorum branco, de que já tínhamos provado a colheita de 2012, nesta de 2013 mostrou-se mais simples, um pouco curto na boca e com aromas frutados discretos. Pareceu ser uma colheita inferior à anterior.
Quanto ao espumante Conde de Vimioso, um extra-bruto (praticamente sem açúcar residual, portanto), foi bebido a acompanhar sobremesas. Usando uma casta tinta e uma branca, à boa maneira de Champagne, fermentou parcialmente em meias pipas de carvalho francês. Mostrou-se com alguma estrutura mas sem grande volume de boca e final também algo curto e aroma discreto.
Em suma, dois vinhos mais simples que complexos, posicionando-se num patamar de combate pelo preço. Outros, destinados a mais altos voos, estão guardados para ocasiões mais exigentes...
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Loios 2013 (B)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Rabo de Ovelha, Roupeiro
Preço em feira de vinhos: 2,74 €
Nota (0 a 10): 6
Vinho: Tons de Duorum 2013 (B)
Região: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Grau alcoólico: 12%
Castas: Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto, Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 3,49 €
Nota (0 a 10): 6
Vinho: Conde de Vimioso espumante extra-bruto 2009 (B)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Falua - Sociedade de Vinhos
Grau alcoólico: 12%
Castas: Chardonnay, Touriga Nacional
Nota (0 a 10): 6
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segunda-feira, 30 de junho de 2014
No meu copo 391 - Vallado branco 2012; Moscatel Galego branco 2011; Touriga Nacional rosé 2012
Não nos temos cruzado muitas vezes com os vinhos deste produtor, pelo que foi com curiosidade acrescida que provei este branco da Quinta do Vallado na versão standard, se assim lhe podemos chamar, depois de há uns anos ter provado o monocasta de Moscatel Galego.
Foi bebido a acompanhar peixe grelhado, um prato à partida não muito desafiante, mas o vinho portou-se bem e não deixou o seu nome mal visto.
É um branco a que poderíamos chamar clássico, aromático, suave, que apresenta uma boa frescura e acidez na prova de boca, com final elegante e persistente. O aroma tem uma componente algo floral e simultaneamente algum citrino. Muito equilibrado em todas as suas componentes, bebe-se com prazer e é um daqueles vinhos que se tornam gulosos sem darmos por isso, à medida que vamos bebendo mais um copo.
Dentro dos brancos da gama média, é uma boa aposta para pratos de peixe não demasiado condimentados mas, antes, a pedir algum requinte. É de repetir, e esse é o melhor elogio que lhe podemos fazer.
Quanto ao Moscatel Galego, este em repetição, mostrou-se mais exuberante no aroma, com acidez mais marcada, aromas exóticos com alguma mineralidade, elegante na boca e final persistente. Sendo dois vinhos com perfis algo diferentes, ambos merecem atenção e nova prova. Por isso entram para a nossa lista de sugestões.
O que já constava nessa lista de sugestões era o rosé de Touriga Nacional, provado há cerca de um ano. Esta colheita de 2012 confirmou o perfil da colheita de 2011, onde já então eu comecei a desconfiar da boa aptidão da Touriga Nacional para fazer rosés, talvez até mais do que tintos: floral, suave, aberto, elegante e aromático, onde os traços típicos violetas da casta se expressam na plenitude, perdendo o carácter por vezes chato e cansativo que marcam muitos tintos. Pelo menos, dos rosés portugueses que tenho provado, o que estão no topo da minha lista são feitos de Touriga Nacional. Este foi apenas mais uma confirmação. É o típico rosé de Verão e esplanada, de cor salmão pouco carregada, leve e para beber descontraidamente, mas que não descura uma boa companhia de entradas ou pratos leves e frescos.
Quando a Quinta do Vallado se impõe no mercado essencialmente pela personalidade e pujança dos tintos, nós seguimo-la pela leveza e elegância dos brancos e rosés. Vale a pena experimentar este caminho diferente.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado
Vinho: Vallado 2012 (B)
Grau alcoólico: 12%
Castas: Arinto, Gouveio, Rabigato, Viosinho
Preço em feira de vinhos: 5,79 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Vallado, Moscatel Galego 2011 (B)
Grau alcoólico: 13%
Casta: Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 7,99 €
Nota (0 a 10): 8,5
Vinho: Vallado, Touriga Nacional 2012 (R)
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 5,97 €
Nota (0 a 10): 8
Foi bebido a acompanhar peixe grelhado, um prato à partida não muito desafiante, mas o vinho portou-se bem e não deixou o seu nome mal visto.
É um branco a que poderíamos chamar clássico, aromático, suave, que apresenta uma boa frescura e acidez na prova de boca, com final elegante e persistente. O aroma tem uma componente algo floral e simultaneamente algum citrino. Muito equilibrado em todas as suas componentes, bebe-se com prazer e é um daqueles vinhos que se tornam gulosos sem darmos por isso, à medida que vamos bebendo mais um copo.
Dentro dos brancos da gama média, é uma boa aposta para pratos de peixe não demasiado condimentados mas, antes, a pedir algum requinte. É de repetir, e esse é o melhor elogio que lhe podemos fazer.
Quanto ao Moscatel Galego, este em repetição, mostrou-se mais exuberante no aroma, com acidez mais marcada, aromas exóticos com alguma mineralidade, elegante na boca e final persistente. Sendo dois vinhos com perfis algo diferentes, ambos merecem atenção e nova prova. Por isso entram para a nossa lista de sugestões.
O que já constava nessa lista de sugestões era o rosé de Touriga Nacional, provado há cerca de um ano. Esta colheita de 2012 confirmou o perfil da colheita de 2011, onde já então eu comecei a desconfiar da boa aptidão da Touriga Nacional para fazer rosés, talvez até mais do que tintos: floral, suave, aberto, elegante e aromático, onde os traços típicos violetas da casta se expressam na plenitude, perdendo o carácter por vezes chato e cansativo que marcam muitos tintos. Pelo menos, dos rosés portugueses que tenho provado, o que estão no topo da minha lista são feitos de Touriga Nacional. Este foi apenas mais uma confirmação. É o típico rosé de Verão e esplanada, de cor salmão pouco carregada, leve e para beber descontraidamente, mas que não descura uma boa companhia de entradas ou pratos leves e frescos.
Quando a Quinta do Vallado se impõe no mercado essencialmente pela personalidade e pujança dos tintos, nós seguimo-la pela leveza e elegância dos brancos e rosés. Vale a pena experimentar este caminho diferente.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado
Vinho: Vallado 2012 (B)
Grau alcoólico: 12%
Castas: Arinto, Gouveio, Rabigato, Viosinho
Preço em feira de vinhos: 5,79 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Vallado, Moscatel Galego 2011 (B)
Grau alcoólico: 13%
Casta: Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 7,99 €
Nota (0 a 10): 8,5
Vinho: Vallado, Touriga Nacional 2012 (R)
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 5,97 €
Nota (0 a 10): 8
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
No meu copo 336 - Brancos de João Portugal Ramos (2)
Marquês de Borba 2012; Tons de Duorum 2012; João Portugal Ramos, Alvarinho 2012
Antes do jantar de férias e antes das férias, aproveitando já a época de Verão um dos comensais recebeu o grupo do costume no seu quintal onde se realizou ao ar livre o também habitual repasto de fim de época, que também marca habitualmente a nossa fuga anual aos bifes e às carnes em geral: um petisco de peixe e marisco, em versão dupla de açorda de gambas e arroz de tamboril, com este escriba no comando das operações de confecção coadjuvado pelo fotógrafo, e com os restantes bandalhos encarregues das operações de corte e picagem dos legumes.
Nos líquidos voltaram a alinhar os novos brancos de João Portugal Ramos que nos têm sido disponibilizados, neste caso um Marquês de Borba 2012, um Tons de Duorum 2012 e o novo Alvarinho, que tinha sido apresentado no jantar de apresentação que decorreu no Hotel Altis Belém e do qual nos foi oferecida uma garrafa.
O Marquês de Borba branco voltou a mostrar as características da prova anterior, sem surpresa, mantendo o mesmo perfil. Um branco com frescura, medianamente encorpado e com um algum fundo mineral, nesta combinação curiosa de quatro castas.
Em estreia tivemos o Tons de Duorum branco, que agradou significativamente aos presentes pelo seu carácter aromático, pela sua frescura e acidez. O perfil do vinho aparece um pouco marcado pela doçura que lhe é conferida pelo Moscatel Galego, numa boa combinação com as outras castas do lote que lhe transmitem boa frescura e acidez. Um lote bem conseguido.
Quando passámos dos petiscos aos pratos de substância (enquanto cozia o arroz de tamboril com gambas, saboreávamos uma açorda de gambas confecionada segundo a receita do livro “Cozinha tradicional portuguesa”, de Maria de Lurdes Modesto), foi então chamado à liça o novo Alvarinho de João Portugal Ramos, que se constituiu como a estrela da companhia.
Grande frescura na boca, grande persistência aromática com notas citrinas e tropicais, fim de boca persistente e marcado por alguma mineralidade. O Politikos mencionou-o como um dos melhores Alvarinhos que já bebeu. Mais um grande Alvarinho a juntar ao rol dos incontornáveis.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Marquês de Borba 2012 (B)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Antão Vaz, Verdelho, Viognier
Preço: 4,99 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Tons de Duorum 2012 (B)
Região: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto, Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 3,75 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: João Portugal Ramos, Alvarinho 2012 (B)
Região: Vinhos Verdes (Monção)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Alvarinho
Preço: 10 €
Nota (0 a 10): 8,5
sexta-feira, 10 de julho de 2009
No meu copo 248 - Quinta do Vallado, Moscatel Galego branco 2006; Muxagat branco 2007
Um almoço caseiro de filetes de garoupa com arroz de tomate foi um pretexto para abrirmos umas garrafas de branco para refrescar. Como estávamos nos domínios do tuguinho ele é que forneceu o material para beber. Acabámos por abrir duas garrafas do Douro para comparar.Começámos por um Moscatel Galego da Quinta do Vallado. Muito fresco e aromático, excelente carácter e estrutura sem ser pesado não obstante os 14% de álcool, frutado sem excesso e com um fim de boca delicado e algo exótico. O Muxagat apresentou-se um pouco mais leve mas igualmente bem estruturado, de travo seco e mineral, bela cor palha e fim de boca curto mas gostoso.
São dois vinhos para se baterem bem com pratos não demasiado leves mas sem pedirem grandes comezainas. Agradáveis e refrescantes para o tempo quente mas com capacidade para o ano todo. Em suma, duas apostas interessantes que não deixam o consumidor ficar nada mal.
tuguinho e Kroniketas, enófilos refrescados
Vinho: Quinta do Vallado, Moscatel Galego 2006 (B)
Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado
Grau alcoólico: 14%
Casta: Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 6,25 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Muxagat 2007 (B)
Região: Douro
Produtor: Muxagat Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Preço em feira de vinhos: 8,95 €
Nota (0 a 10): 7,5
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