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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

No meu copo, na minha mesa 794 - Fiúza, Sauvignon Blanc 2018; La Fragata (Vilamoura)




Ainda em período de férias, um fim de tarde levou-nos à marina de Vilamoura onde quase por acaso abancámos numa esplanada. Visto de fora, o aspecto do local era bom, a ementa no exterior também, e assim se avançou para uma refeição com tudo de inesperado.

Tal como acontece com muitos outros estabelecimentos da marina, este restaurante tem um espaço interior, no edifício propriamente dito, e do outro lado da rua uma esplanada que termina mesmo em cima da marina, a meia-dúzia de metros dos iates ali ancorados. O enquadramento não poderia ser melhor.

O menu e o serviço estão na mesma linha. Não se pode esperar comer barato naquele local, portanto é melhor dar uma olhadela à carta afixada no exterior. O único senão é que a versão inglesa do menu tem alguns “portuguesismos” um bocadinho mal-amanhados. Um bom dicionário teria ajudado...

Começou-se por uma entrada de cocktail de camarão, que cumpriu perfeitamente o que se esperava e ligou na perfeição com o vinho escolhido.

Seguiram-se os pratos principais, neste caso filetes de robalo e filetes de espadarte. Aquele melhor que este, que estava um pouco seco. De resto, o conjunto estava bastante bom.

Finalmente a sobremesa, com um preço quase pornográfico (7 €) mas de acordo com o resto. Um crème-brulée, nome pomposo para o leite-creme, mas não desmereceu.

Serviço atencioso, simpático e eficiente. Destaca-se o elevado profissionalismo com que tudo é feito, o que é de realçar sabendo-se que o nosso turismo deixa muito a desejar em termos de procura da excelência.

O local é bastante frequentado e ao entardecer a esplanada estava cheia. Já o espaço interior do restaurante estava meio vazio, o que se compreende. Nestas circunstâncias, a refeição foi bastante satisfatória, com o preço a condizer.

Para acompanhar estes acepipes socorri-me dum valor garantido e duma das minhas castas preferidas. O Fiúza Sauvignon Blanc é um daqueles vinhos que são sempre apostas seguras, e neste caso ligou na perfeição com a entrada e os filetes.

Muita frescura na boca, aroma frutado com notas tropicais e florais e um ligeiro toque vegetal, boa amplitude e acidez, com um final vibrante e intenso.

Muito bem como se esperava, um excelente vinho de Verão para peixes delicados. A manter sempre debaixo de olho.

Kroniketas, enófilo itinerante

Vinho: Fiúza, Sauvignon Blanc 2018 (B)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Fiúza & Bright
Grau alcoólico: 12%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 4,06 €
Nota (0 a 10): 8

Restaurante: La Fragata
Avenida da Marina, Edifício Marina Garden, Loja A
Vilamoura
8125-401 Quarteira
Preço por refeição: 40 €
Nota (0 a 5): 4,5

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Na minha mesa 793 - Bulli & Pupe (Praia da Rocha)




Este restaurante já tem uns anos e é uma referência da cozinha italiana na zona.

Com uma vasta ementa composta por quase todas as opções possíveis, incluindo pizzas, pastas e massas, é uma opção interessante para quem quiser explorar uma cozinha italiana que não se esgota no trivial da pizza, da lasanha de carne ou do esparguete à bolonhesa.

Existem muitas variedades de pratos com diferentes composições e diversos tipos de massa. Do que já se experimentou, a confecção é irrepreensível, com uma qualidade a que é difícil apontar defeitos.

Em época de férias de Verão, como é típico, a sala enche cedo e não aceitam reservas, pelo que é conveniente optar por um horário de jantar antecipado.

No que respeita às bebidas, existem algumas opções de sangria de espumante que podem fazer boa parceria com os pratos. A carta de vinhos não é especialmente aliciante, e o vinho da casa, se for tinto, é servido quente, portanto é melhor esquecê-lo.

Não sei se foi da época, mas dos vários empregados que vieram à mesa cada um falava um idioma diferente. E nenhum deles português... Talvez não seja má ideia ensinar-lhes o idioma do país onde trabalham para falar com os clientes.

Kroniketas, gastrónomo itinerante

Restaurante: Bulli & Pupe (italiano)
Avenida Tomás Cabreira
Praia da Rocha
8500-502 Portimão
Telef: 282.415.645
Preço por refeição: 20 €
Nota (0 a 5): 4

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

No meu copo, na minha mesa 791 - Marquês dos Vales Primeira Selecção branco 2017; Taberna da Maré (Portimão)


É um dos restaurantes da moda em Portimão. Situado na zona da antiga lota, vulgarmente conhecida como “debaixo da ponte”, fica num local onde os restaurantes típicos se sucedem porta-com-porta (melhor dito seria esplanada-com-esplanada) e onde no Verão os clientes se acotovelam a partir das 8 da noite, principalmente para comer sardinhas assadas.

Até já as televisões descobriram a Taberna da Maré, e a SIC Notícias foi lá filmar para o Boa Cama Boa Mesa, enquanto a SportTv levou lá dois jogadores do Portimonense para a apresentação das equipas da nova época. Em ambos os casos, procuraram os carapaus (ou sardinhas) alimados, prato muito típico da região.

Para uma refeição baseada na gastronomia típica (com comida normal e não recriações estapafúrdias com espumas, camas e a fumegar...), a Taberna da Maré é, hoje por hoje, um dos locais a visitar. Come-se principalmente na rua (há uma esplanada de cada lado) o que permite ir apreciando o movimento dos passantes e dos funcionários que entram e saem do restaurante em grande azáfama.

A ementa tem muito por onde escolher, sendo os pratos à base de peixe a grande especialidade. Dentro destes, há um que pela sua originalidade desperta a atenção: chama-se “filetes pirilau com açorda”. O dito pirilau é o nome por que é conhecido um pequeno peixe de forma oblonga e que faz estes deliciosos filetes, que fazem lembrar os de peixe-galo.

Também a açorda de acompanhamento é uma especialidade, e recomenda-se vivamente para quem é apreciador do petisco.

A carta de sobremesas também é generosa, sendo que, coisa rara, a mousse de chocolate é verdadeiramente uma delícia, feita com todos os matadores. Sabor irrepreensível e consistência no ponto exacto, nem demasiado rija nem amolecida.

Das duas vezes que tive oportunidade de lá passar aconteceram ambas em Agosto, no pico da época de veraneio, pelo que o serviço pode tornar-se demorado e problemático.

Igualmente problemática é a gestão das mesas: só são aceites reservas até às 20:00, a partir daí é por ordem de chegada e pode ser demorado. Em grupos numerosos, só se sentam quando estão todos presentes, pois há sempre mais alguém à espera de mesa. Portanto o melhor é chegar bem cedo, e com sorte fica na esplanada.

No meio desta azáfama, várias pessoas nos atendem sempre com um sorriso. O serviço é tão eficiente quanto possível nesta época. Em Agosto no Algarve é melhor ir com paciência para as falhas que possam surgir. E quando a afluência aperta, é o próprio dono que vem para a rua orientar a distribuição dos clientes pelas mesas.

Falta falar do vinho. Em Roma sê romano, e embora houvesse outras hipóteses garantidas (como o inevitável Planalto), optou-se por um vinho da Quinta dos Vales de Estômbar, ali mesmo ao lado em Estômbar. Embora as castas tenham potencial, a verdade é que o vinho não convenceu grandemente. Frescura na boca quanto baste mas alguma falta de acidez, tornando-o algo linear a tender para o chato. A prova anterior deste vinho tinha sido bem mais convincente, com um outro lote de castas. A mudança de castas não parece ter melhorado nada.

Por algumas experiências recentes, parece haver um problema com a acidez dos vinhos algarvios. Têm tendência a ser lisos e tornar-se pesados e enjoativos. Aliás, já não é a primeira nem a segunda vez que isto acontece em lotes com Antão Vaz, até mesmo no Alentejo. Não basta mudar a casta de local para os resultados serem brilhantes.

Algo tem de ser corrigido para poderem ganhar outra visibilidade. Curiosamente isto não acontecia com o Alvor Singular, que tive oportunidade de provar vários anos e sempre se mostrou bastante agradável e com vivacidade (agora está a ser produzido pela Aveleda com a marca Villa Alvor). Mas o panorama mais geral não parece ser este. Têm a palavra os viticultores e os enólogos, e espero que o caminho não seja o regresso aos insuportáveis excessos de madeira e de álcool e às sobrematurações, porque disso já tivemos que chegasse.

Kroniketas, enófilo itinerante

Vinho: Marquês dos Vales Primeira Selecção 2017 (B)
Região: Algarve (Lagoa)
Produtor: Quinta dos Vales - Agricultura e Turismo
Grau alcoólico: 12%
Castas: Viognier, Arinto, Antão Vaz
Preço: 7,5 €
Nota (0 a 10): 7

Restaurante: Taberna da Maré
Travessa da Barca, 9
8500-755 Portimão
Telef: 282.414.614
Preço médio por refeição: 25 €
Nota (0 a 5): 4

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Na minha mesa 789 - Maria do Mar (Portimão)




Este foi descoberto há um ano, mas já tem algum prestígio. É um espaço diferente, com um conceito diferente: todos os petiscos são baseados em conservas de peixe, uma indústria que foi florescente na cidade nas décadas de 60, 70, 80...

No pós-25 de Abril, como outras actividades que entraram em crise devido às mudanças socioeconómicas, a indústria das conservas de peixe foi decaindo até se tornar apenas uma recordação para o Museu ou para atracções turísticas. O local onde durante décadas pontificou a fábrica de conservas Feu, na chamada “estrada da Rocha” (a estrada que era a principal ligação entre a cidade e a praia da Rocha) está agora ocupado com uma construção de condomínios de férias.

O que este pequeno espaço (não alberga mais de 30 pessoas) situado na tradicional Rua Direita (quase em frente à tradicional Carvi) evoca é precisamente a época áurea da indústria das conservas de peixe, oferecendo ao cliente um conjunto de opções que passam pelas bruschetas, tibornas e hambúrgueres, baseados em sardinha e cavalas.

Todos os petiscos são servidos com uma boa dose de vegetais (sobretudo alface), muito alho, cebola e azeite. Os temperos mediterrânicos tradicionais.

Vale a pena experimentar, mesmo que para isso seja preciso esperar um bocado na rua. Como não há reserva de lugares, é preferível ir cedo.

É um local diferente onde se deve ir de espírito aberto para novas experiências.

Kroniketas, gastrónomo itinerante

Restaurante: Maria do Mar
Rua Direita, 89
850-626 Portimão
Preço por refeição: 10 €
Nota (0 a 5): 3,5

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Na minha mesa 786 - O Teodósio (Guia - Albufeira)



É tempo de falarmos dum restaurante que é um verdadeiro caso de sucesso há mais de 25 anos. Trata-se do Teodósio, na Guia, a meia-dúzia de quilómetros de Albufeira.

A Guia é uma povoação que é atravessada pela famosa Estrada Nacional 125 e que se tornou conhecida basicamente por dois factores: o parque aquático Zoomarine e o famoso frango da Guia. Mas tarde viria a surgir o Algarve Shopping e também ali perto cresceu a vinha de Cliff Richard, que entretanto já mudou de mãos.

Mas o verdadeiro caso de estudo é este Teodósio - O Rei dos Frangos, que criou o célebre prato que ficou conhecido simplesmente como frango da Guia.

Ali à volta os restaurantes que anunciam ter “frango da Guia” pululam como cogumelos, e pelo país fora o nome foi exportado como “franguinho da Guia”, “frango tipo-Guia” e outras imitações, que são isso mesmo: imitações. Mas é no Teodósio que os clientes caem em peso, tornando por vezes um verdadeiro pesadelo tentar arranjar uma mesa para jantar. Muito antes das 8 da noite, e sobretudo no Verão, são às dezenas as pessoas em lista de espera para se sentar, que se acumulam no exterior dos dois lados do edifício. Há quem tenha paciência para esperar mais de uma hora e meia para comer uns pedacinhos de frango assado (na realidade deveria chamar-se pinto) com batatas fritas e salada. Nas fotos de baixo, podemos ver o aspecto duma das salas num dia de Agosto, às 19 h e às 19:30...

Mas qual é, afinal, a razão para tamanho sucesso? Porque fazem as pessoas dezenas de quilómetros para comer frango naquele local? Porque, até prova em contrário, aquele franguinho é diferente, tem outro sabor e é acompanhado por uma salada de tomate que também não tem igual noutros locais. A simplicidade daquele prato é desarmante, mas é isso que faz o seu encanto. E mesmo sabendo que podem apanhar uma seca monumental, as pessoas continuam a ir lá e esperar horas...

Costuma dizer-se que raramente a cópia é melhor que o original. Pois é isso que acontece com o Teodósio: este é o original, os outros tentam copiar. Mas como se pode constatar passando lá à porta, sem grande sucesso.

Vale a pena ir lá? Vale sim senhor. Mas de preferência, seja para almoçar ou jantar, vá cedo. Muito cedo.

Kroniketas, gastrónomo em trânsito

Restaurante: O Teodósio – Rei dos Frangos
Rua do Emigrante, 50
Guia
8200-440 Albufeira
Telef: 289.561.318
Preço por refeição: 15 €
Nota (0 a 5): 3,5

sábado, 31 de agosto de 2019

No meu copo, na minha mesa 785 - Fiúza Premium Reserva, Alicante Bouschet 2016; Restaurante Cutelaria (Damaia - Amadora)



Para os lados da Amadora, mas ainda na zona da Damaia, próximo do IC19 (num local designado como Parque Neudel), existe um novo restaurante especializado em cortes de carne e com especial vocação para os grelhados.

As opções são de encher o olho, antes de encher o estômago. Desde entrecôte com ou sem molho, bifes da vazia e do lombo, até costeletão maturado, vazia charolesa, T-bone, chuletón (800 g) e tomahawk (1 kg), há um pouco de tudo para partilhar por um grupo de comilões carnívoros.

Já pude experimentar a vazia charolesa, o chuletón e o bife da vazia. Qualquer das opções é excelente, a carne é de grande qualidade, muito tenra e suculenta e saborosa.

O espaço é moderno, amplo, luminoso. O atendimento é rápido, simpático e eficiente.

Para além dos acompanhamentos de cada prato (neste caso o padrão são as inevitáveis batatas fritas), existe ainda um buffet de entradas e acompanhamentos à discrição, onde se pode escolher o que se quiser, desde legumes a arroz e molhos.

Quanto ao vinho bebido a acompanhar estas suculentas peças, optámos por um tinto da Fiúza, marca em destaque na carta de vinhos e que é também servida a copo (3 Castas branco e tinto).

Pediu-se um monocasta Alicante Bouschet, que funcionou muito bem com as carnes. É aromático quanto baste, de cor carregada, bem estruturado e com persistência média.

O local pode não ser muito conhecido, mas este restaurante tem todas as condições para ter sucesso. Assim a qualidade do serviço se mantenha e o boca-a-boca funcione no sentido de atrair mais clientes.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Fiúza Premium Reserva, Alicante Bouschet 2016 (T)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Fiúza & Bright
Grau alcoólico: 14%
Casta: Alicante Bouschet
Preço em feira de vinhos: 6,45 €
Nota (0 a 10): 7,5

Restaurante: Cutelaria
Urbanização Neudel
Avenida Manuel Cabanas, 9
Damaia
2720-701 Amadora
Telef: 933.260.820
Preço médio por refeição: 25 €
Nota (0 a 10): 4,5

sábado, 24 de agosto de 2019

Na minha mesa 783 - Marisqueira Carvi (Portimão)




Este é um clássico de Portimão. Existe há mais de 40 anos, em tempos teve um aspecto algo datado, mas a verdade é que foi acompanhando todas as mudanças na cidade e continuou sempre lá, sem sinais de perder clientes.

Num domingo de Agosto, a época mais alta do turismo na região, a meio da tarde nada estava aberto. Alguns tinham fechado a cozinha às 15 h e já não serviam, o que não parece ser a melhor opção quando a cidade fica a abarrotar de gente, como é o caso em Agosto – é o turismo à portuguesa no seu melhor.

Quase como último recurso, tenta-se um dos antigos na antiquíssima Rua Direita e a Carvi está aberta. Mesmo aos domingos, desde manhã até à meia-noite, pelo menos. Aleluia, pode-se comer!

A sala continua igual ao que sempre foi, uma entrada ao pé da porta e antes do balcão, onde estão as montras de peixe e marisco, e a sala maior ao fundo. Fica-se logo ali para ter a luz natural junto à janela.

Pede-se um cocktail de camarão, umas amêijoas à Bulhão Pato, acompanha-se com um Muralhas e está feito. Sem necessidade de grandes salamaleques nem complicações, almoçou-se tardiamente mas sai-se satisfeito.

Serviço impecável (a pouca afluência àquela hora também ajudou), serviço simpático e atencioso. É assim que se faz.

Qualidade da comida irrepreensível. Mesmo ao fim de 40 e tal anos, a Carvi continua a ser um porto seguro e uma referência incontornável na cidade.

Kroniketas, enófilo itinerante

Restaurante: Marisqueira Carvi
Rua Direita, 34
8500-492 Portimão
Telef: 282.417.912
Preço médio por refeição: 25 €
Nota (0 a 10): 4,5

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Na minha mesa 782 - Marisqueira Martroia (Setúbal)



Uma incursão às margens do Sado levou-nos à marisqueira Martroia, próximo dos limites da cidade em direcção à Arrábida.

Trata-se dum espaço moderno, não muito amplo (com espaço para cerca de 50 pessoas), de ambiente relativamente reservado no dia em que lá estive (um domingo à noite). Presume-se que em horários mais movimentados a casa fique cheia e o panorama mude radicalmente.

No que interessa relativamente ao que nos levou lá, parece ser um maná para os fãs de marisco. Há um pouco de tudo, inclusive uma tábua de marisco que inclui desde choco frito a ostras… Há várias opções interessantes para grupos numerosos e comilões.

A ocasião, com 3 pessoas, não era propícia para grandes comezainas, pelo que os pedidos foram contidos. Choco frito (obrigatório) com batatas fritas, camarões ao alhinho, ameijoas à Bulhão Pato e pão torrado foram os petiscos escolhidos e foram perfeitamente satisfatórios, em quantidade e qualidade. Seguiu-se ainda um folhado com gelado e frutos silvestres.

Para acompanhar bebeu-se um singelo BSE, que fez o seu papel sem problemas.

Para primeira experiência, que não pode ser tomada como definitiva, as impressões foram boas. Parece ser um local que mereça uma visita mais demorada e ser explorado com mais detalhe. Pelo menos a ementa promete.

Kroniketas, enófilo itinerante

Restaurante: Marisqueira Martroia
Rua da Saúde, 116
8500-492 Setúbal
Telef: 937.033.862
Preço médio por refeição: 25 €
Nota (0 a 10): 4,5

domingo, 12 de maio de 2019

No meu copo, na minha mesa 760 - Quinta da Soalheira 2016; Gastrobar 13 (Alvor)






Uma incursão ao Algarve deu-me a oportunidade de conhecer um bar de petiscos em Alvor, onde se podem comer várias doses de pequenos pratos que não deixam de ser “comida a sério”.

Ao contrário da “cozinha da moda”, aqui os pratos são minimamente normais e quando se escolhe fica-se com a noção do que se vai provar. Não há “espumas”, nem “camas”, nem “reduções de”...

O espaço é muito interessante e agradável. Quando se franqueia a porta entra-se numa zona de bar tradicional, com pequenas mesas e um balcão por cima do qual existe uma enorme prateleira forrada a LP’s, muitos deles que ficaram célebres no seu tempo. Existe desde Lou Reed a Bob Marley, de Police a Eric Clapton, de Doors a Simon and Garfunkel, de Trovante a Rui Veloso...

Passada esta entrada, mais ao fundo há acesso a um quintal frondoso onde estão dispostas as mesas para os comensais. O espaço está coberto por vegetação que dá um ar campestre e fresco ao local. Como não há uma segunda oportunidade para causar uma primeira boa impressão, esta é bem aproveitada pois a primeira impressão é bastante agradável. Em fundo vai passando música de vários géneros.

Pediram-se pratos diversos que, no geral, agradaram. Uns mais originais ou mais saborosos, como a carninha com migas de espinafres, a quejadilla de frango ou o bacalhau à Lagareiro.

Para acompanhar pediram-se dois vinhos, um branco e um tinto, sendo que este teve direito a repetição. Do Lello branco não tive grandes impressões pois não provei mais que um golo, tendo-me detido mais no tinto.

O Quinta da Soalheira, produzido no Douro pela Borges, apresenta-nos o outro lado do Douro com um perfil diferente, mais elegante sem perder estrutura. Aroma frutado intenso, taninos firmes mas redondos e final persistente e elegante. Relativamente à prova anterior, pareceu um pouco mais leve e mais macio.

Em resumo, um bom convívio à volta da mesa, com bons produtos sólidos e líquidos. Um local a revisitar, conquanto seja previsível bastante dificuldade para fazê-lo nas férias de Verão.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Quinta da Soalheira 2016 (T)
Região: Douro
Produtor: Sociedade dos Vinhos Borges
Grau alcoólico: 13%
Castas: Touriga Nacional, Tinto Cão, Tinta Roriz e Touriga Franca
Preço em feira de vinhos: 5,99 €
Nota (0 a 10): 8

Restaurante: Gastrobar 13
Travessa do Castelo, 13
8500-003 Alvor
Telef: 967.993.711
Preço médio por refeição: 15-20 €
Nota (0 a 5): 4