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segunda-feira, 3 de junho de 2019

No meu copo 765 - Champanhe Veuve Clicquot

Aproveitando a improvável vitória do Benfica no campeonato nacional de futebol, juntámos um núcleo de bandalhos na celebração anual para degustar uma garrafa de champanhe, a que associámos também a vitória do Sporting na Taça de Portugal pois um dos presentes torce pelos verdes!

Nos últimos anos, eu e o tuguinho tínhamos optado pelo G. H. Mumm Cordon Rouge, aproveitando a associação de nome do champanhe à vitória dos encarnados!

Desta vez, não tendo encontrado esta marca, voltámos a um clássico que já há uns anos não provávamos.

E o que dizer desta viúva? Que nunca nos desilude! É encorpado, intenso de aroma e com boa estrutura na boca, com bolha fina e persistente e final vibrante e refrescante. Continua a ser, dentro deste patamar, um dos melhores na relação qualidade-preço, embora o preço tenha vindo inevitavelmente a subir, mas não deixa de ser uma aposta bem conseguida. Tão bem conseguida que parece que da próxima vez vai ser preciso comprar duas garrafas!

Bom para celebração... e para muito mais!

tuguinho e Kroniketas, enófilos em celebração

Vinho: Veuve Clicquot Champagne Brut (B)
Região: Champagne (França)
Produtor: Maison Veuve Clicquot Ponsardin - Reims
Grau alcoólico: 12%
Castas: Chardonnay, Pinot Noir, Pinot Meunier
Preço: 48,49 €
Nota (0 a 10): 9

segunda-feira, 1 de abril de 2019

No meu copo 752 - Tormaresca, Chardonnay 2017

Este foi um regresso ao local do crime, com a prova do mesmo vinho no mesmo local. Nas provas já efectuadas o perfil do vinho mostrou-se consistente, mantendo uma qualidade uniforme nas diversas colheitas.

É um Chardonnay de perfil mais leve do que é habitual por cá, predominando aqui os aromas mais frutados, a acidez e um final de boca vivo.

Confirma-se como uma boa aposta.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Tormaresca, Chardonnay 2016 (B)
Região: Puglia (Itália)
Produtor: Tormaresca, Soc. Agr. – Lecce
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Chardonnay
Nota (0 a 10): 8

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

No meu copo 734 - Tapada de Coelheiros branco 2014

Infelizmente, ou por desleixo, ou por distracção, ou por desinteresse, passámos as duas últimas décadas um bocado ao lado duma das marcas mais prestigiadas entre o vinho alentejano.

A verdade é que recentemente a herdade mudou da mãos, o portefólio foi reformulado e alguns vinhos vão deixar de ser produzidos, as vinhas também e os preços revolucionados. Aqueles que eram vinhos com preços mais ou menos alcançáveis, ao nível dum Esporão Reserva, agora estão a surgir no mercado ao dobro do preço, o que está a torná-los proibitivos. Por isso começámos a abordagem à nova fase com o Coelheiros tinto.

Após alguma procura ainda foi possível encontrar as marcas anteriores sem ser a preços obscenos, e é do branco que aqui falamos.

Esta colheita de 2014 revelou-se no ponto óptimo de consumo. A madeira está presente no aroma e no palato mas apenas na dose necessária e suficiente para conferir ao vinho a estrutura e longevidade adequadas.

O aroma apresenta-se limpo e fresco, com algumas notas meladas a condizer com uma cor a tender para o alaranjado. Na boca mostra-se estruturado, denso e persistente, com final longo e intenso. Acompanhou na perfeição um bacalhau à Gomes de Sá de confecção doméstica, fazendo excelente parceria com a gordura e o sabor intenso do prato.

Muito bem! Grande vinho, que vai deixar saudades e que merece cada cêntimo pago por ele.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Tapada de Coelheiros 2014 (B)
Região: Alentejo (Évora)
Produtor: Herdade de Coelheiros
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Arinto, Roupeiro, Chardonnay
Preço: 16,97 €
Nota (0 a 10): 8,5

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

No meu copo 728 - Quinta de Cidrô, monocastas

Alvarinho 2017; Chardonnay 2017; Sauvignon Blanc 2017; Touriga Nacional 2016; Pinot Noir 2016; Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon 2015




O final de 2018 proporcionou uma efeméride que foi devidamente comemorada com um conjunto de vinhos da Quinta de Cidrô de elevada qualidade: três brancos e três tintos.

Para não estender demasiado este post, seguem as impressões colhidas de cada um dos vinhos.

Alvarinho 2017: frescura, acidez crocante, intensidade aromática e persistente, aromas tropicais. Talvez o mais surpreendente dos 3 brancos.

Chardonnay 2017: fermentado em barricas e estagiado sobre borras durante seis meses. Aroma a frutos brancos com notas de mel, persistente e estruturado.

Sauvignon Blanc 2017: aroma com notas vegetais de intensidade média e alguma mineralidade, acidez marcada com muita frescura, elegante e suave com bom final.

Touriga Nacional 2016: elevada complexidade na prova de boca, aroma intenso a frutos vermelhos e florais com fundo vegetal, boa acidez e persistência com final longo e exuberante. Um belíssimo vinho com grande potencial de evolução em garrafa.

Pinot Noir 2016: Aberto, suave, elegante, aroma com algum vegetal e frutos vermelhos, persistência suave e elegante.

Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon 2015: Provada anteriormente a colheita de 2008, que brilhou a grande altura, mostrou-se claramente um vinho de guarda. Esta colheita de 2015 estagiou 18 meses em barricas de carvalho novo e apresentou um vinho em crescimento, que ainda está na fase ascensional e a desenvolver aromas secundários na garrafa. Já proporciona um enorme prazer a beber, com uma prova de boca pujante e poderosa marcada por elevada complexidade e intensidade aromática, final vibrante e intenso. Apresenta aromas abaunilhados e a frutos pretos. Beba-se e guarde-se.

Em suma, um painel de elevada qualidade. Todos diferentes, todos excelentes!

Kroniketas, enófilo em celebração

Região: Douro
Produtor: Real Companhia Velha

Vinho: Quinta de Cidrô, Alvarinho 2017 (B)
Grau alcoólico: 13%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 7,45 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Quinta de Cidrô, Chardonnay 2017 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Chardonnay
Preço em feira de vinhos: 12,45 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Quinta de Cidrô, Sauvignon Blanc 2017 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 9,99 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Quinta de Cidrô, Touriga Nacional 2016 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 12,42 €
Nota (0 a 10): 8,5

Vinho: Quinta de Cidrô, Pinot Noir 2016 (T)
Grau alcoólico: 14%
Casta: Pinot Noir
Preço em feira de vinhos: 14,34 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Quinta de Cidrô, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon 2015 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon
Preço em feira de vinhos: 14,68 €
Nota (0 a 10): 9


Fotos das garrafas obtidas no site do produtor

terça-feira, 16 de outubro de 2018

No meu copo 706 - Quinta de Pancas: Reserva Arinto 2015; Reserva Chardonnay 2015

A nova era da Quinta de Pancas compreende uma nova linha de vinhos onde se inclui um conjunto de monocastas brancos.

Os dois vinhos que agora apresentamos foram-nos oferecidos pelo produtor, o que muito agradecemos, e aqui estamos a fazer a primeira apreciação dos brancos. Mais tarde seguir-se-ão dois tintos que também nos fizeram chegar.

O Arinto, como se sabe, é uma das castas brancas emblemáticas do país, dando-se particularmente bem no centro e no sul e tendo na Estremadura (região vitivinícola de Lisboa) o seu berço natural e porventura o local onde melhor expressa as suas qualidades.

Este Reserva Arinto 2015 da Quinta de Pancas mostrou-se muito intenso no aroma citrino, com muita frescura na boca e marcada mineralidade, com um final vivo, persistente e suave. É um vinho que se adapta perfeitamente a pratos elaborados de peixe e carnes brancas e de aves. Muito bem conseguido.

O Reserva Chardonnay 2015 mostrou-se menos expressivo no aroma. O habitual casamento do Chardonnay com o estágio em madeira (9 meses em barrica de carvalho francês) não se expressa claramente na complexidade do vinho, que no aroma mostra as habituais notas de frutos tropicais. O final é algo curto e na boca apresenta-se algo delgado. Talvez um perfil a melhorar.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Lisboa (Alenquer)
Produtor: Quinta de Pancas Vinhos - Companhia das Quintas

Vinho: Quinta de Pancas Reserva, Arinto 2015 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Arinto
Preço: 13,70 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Quinta de Pancas Reserva, Chardonnay 2015 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Chardonnay
Preço: 13,70 €
Nota (0 a 10): 7,5

sábado, 26 de maio de 2018

No meu copo 677 - Novidades da Adega Cooperativa da Vidigueira (2ª parte)

Os brancos monocasta




Foram estas as grandes novidades no portefólio da Adega Cooperativa. Com o lema White Inspiration gravado na caixa, esta nova marca VDG foi apresentada no formato de vinhos brancos monocasta da colheita de 2016 e, amavelmente, a empresa ofereceu uma caixa com os seis vinhos a cada um dos presentes.

Só agora tive oportunidade de degustá-los a todos à refeição. Provei-os em mais de uma ocasião, com entradas e com pratos de peixe. As impressões recolhidas não diferiram muito daquelas que tinha obtido durante o período de welcome drink antes do almoço no Espelho d’Água e depois no próprio almoço.

Seguindo a ordem alfabética, comecemos pelo Alvarinho. Foi uma belíssima surpresa, a confirmar que esta casta oriunda do verde Minho dá-se muito bem por terras alentejanas e traz para a planície a acidez, frescura e tropicalidade que outras castas autóctones nem sempre conseguem. Foi um dos melhores deste grupo de seis. Muito bem conseguido.

O Arinto, embora agradável e mostrando as características típicas da casta, ficou atrás do Alvarinho, com os aromas mais contidos e a acidez menos marcada. Algo delgado e corpo.

O Chardonnay não se mostrou muito expressivo em termos aromáticos, com nuances tropicais discretas, alguma estrutura sem grande complexidade e final algo curto.

O Verdelho mostrou mineralidade, boa intensidade aromática, corpo médio e final de média intensidade.

O que menos me agradou foi a novidade absoluta, o Vermentino, uma casta italiana típica da costa mediterrânica, da ilha da Sardenha e também da francesa Córsega. Talvez por não estar habituado ao perfil desta casta, achei o vinho bastante delgado, curto de boca e com sabor algo incaracterístico. A prova em casa voltou a mostrar o mesmo perfil, não me convencendo.

Finalmente, o Viognier, que disputou com o Alvarinho a primazia. Muito bom aroma, mineral, intenso, vivo e cheio na boca, final longo e persistente.

Em resumo, este conjunto de seis vinhos mostrou-se uma opção interessante para conhecer o comportamento destas castas no terroir da Vidigueira. O nível médio é bastante interessante, mas se tivesse de escolher os “meus” melhores a opção recairia no Alvarinho e no Viognier, em primeiro lugar, seguidos do Arinto no último lugar do pódio.

Quanto ao Vermentino, será preciso conhecer melhor a casta para poder compreendê-la e apreciar o seu perfil.

Obrigado aos responsáveis da Adega Cooperativa e aos organizadores pelo convite para este excelente momento e pela oferta destes vinhos. As provas mais recentes mostram que esta cooperativa está a renovar-se e a renascer no panorama vínico português. O caminho que está a ser percorrido vai certamente conduzir os destinos da empresa a um bom porto.

Vamos continuar a explorar estes vinhos, que nos ajudam igualmente a mostrar um novo Alentejo, como nas mais recentes provas dos vinhos desta sub-região.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: A. C. Vidigueira, Cuba e Alvito

Vinho: VDG, Alvarinho 2016 (B)
Grau alcoólico: 14%
Casta: Alvarinho
Nota (0 a 10): 8

Vinho: VDG, Arinto 2016 (B)
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Arinto
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: VDG, Chardonnay 2016 (B)
Grau alcoólico: 14%
Casta: Chardonnay
Nota (0 a 10): 7

Vinho: VDG, Verdelho 2016 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Verdelho
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: VDG, Vermentino 2016 (B)
Grau alcoólico: 12%
Casta: Vermentino
Nota (0 a 10): 6,5

Vinho: VDG, Viognier 2016 (B)
Grau alcoólico: 14%
Casta: Viognier
Nota (0 a 10): 8

segunda-feira, 16 de abril de 2018

No meu copo 670 - Fiúza, Chardonnay 2016

Este não é um belíssimo vinho, mas é um belo vinho.

Finalmente parece que em Portugal temos vinhos de Chardonnay bebíveis e a saber a vinho. Não a manteiga, não a madeira, como eram há uma década. Felizmente, parece que acabou a mania de elogiar os brancos de Chardonnay amanteigados e enjoativos, carregados de madeira e a parecer “pau líquido”. Como se isso fossem qualidades!!!

Este Fiúza Chardonnay apresentou-se com uma cor citrina brilhante, aroma cítrico e tropical, com nuances abaunilhadas. Fresco na boca, com boa estrutura, final vivo, intenso e persistente.

Ah, e não fermentou em madeira! Fermentou em inox, a 14 graus, com temperatura controlada.

Saúde-se este Chardonnay a saber e cheirar a qualquer coisa que se parece com uva... Muito agradável e guloso de beber, acompanhou na perfeição uns choquinhos fritos em azeite, alho e salsa.

Recomenda-se.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Fiúza, Chardonnay 2016 (B)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Fiúza & Bright
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Chardonnay
Preço em feira de vinhos: 3,84 €
Nota (0 a 10): 7,5

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Caves São João - 96 Anos de História (2ª parte)

Os vinhos


    

Já devidamente acomodados todos os convidados para o evento, passou-se então ao almoço e à degustação dos vinhos escolhidos para a ocasião.

Na imagem anexa estão descritos os pratos e respectivos vinhos. O Frei João Clássico branco foi o primeiro a ser chamado à liça com o prato de entrada, mas merecerá um artigo à parte.

A grande estrela, e o mais aguardado, era naturalmente o vinho comemorativo dos 96 Anos de História: um monocasta Chardonnay de 1983, um vinho difícil de descrever tal a sua complexidade. A cor, passados todos estes anos, já ia muito para lá do âmbar, parecendo antes um vinho do Porto colheita ou um tawny velho. Acobreado, untuoso e delicado, é um branco para verdadeiros apreciadores. Fez parelha com a garoupa corada com puré de batata, mas dada a sua delicadeza e fragilidade pode perfeitamente ser apreciado a solo, onde poderá expressar melhor os seus aromas. Não vou dizer que teria facilidade em comprá-lo, pois o preço é bastante elevado: cerca de 60 €. Um valor que a raridade e a ocasião explicam.

Lá mais para a frente fomos brindados com duas surpresas: com a sobremesa veio para a mesa um Abafado Martins da Costa 1960, outra verdadeira preciosidade proveniente das caves escondida todos estes anos. Um luxo que é quase impossível classificar, a provar que é possível encontrar grandes vinhos licorosos para além das regiões mais afamadas. Outro vinho de luxo (cerca de 65 €).

Com o café avançou a já conhecida Aguardente Velhíssima de 1965, que comemora os 94 Anos de História e que já tinha sido apresentada em 2014, e mesmo para o final ainda houve tempo para um brinde às Caves São João e aos seus fundadores com o espumante bruto natural Luiz Costa 2014, produzido a partir do lote tradicional dos champanhes, Chardonnay e Pinot Noir. Um espumante na melhor tradição dos espumantes bairradinos, com personalidade e estrutura.

Durante o almoço foi ainda possível ir provando um azeite virgem da Quinta do Poço do Lobo, produzido a partir de azeitonas da cultivar Galega, de oliveiras com mais de 50 anos, mas este já não é o meu departamento pelo que me escuso a grandes comentários.

Passados estes meses, fica ainda a expectativa sobre o que irá ser o vinho comemorativo dos 97 Anos de História, que deve estar mesmo aí a aparecer. Segundo fontes bem informadas, a coisa está no segredo dos deuses mas será uma grande surpresa...

Ficamos a aguardar.

Resta, em primeiro lugar, agradecer à equipa das Caves São João o privilégio que me deram de poder estar presente nesta ocasião tão relevante para uma casa que me diz muito em termos do meu percurso como enófilo, e deixar a promessa de que numa próxima ocasião serei mais lesto a publicar as notas sobre o evento. Mas a razão principal... está no post que se segue.

Kroniketas, enófilo esclarecido

domingo, 2 de julho de 2017

No meu copo 611 - Tormaresca, Chardonnay 2016

Foi a segunda vez que tive oportunidade de provar este vinho, no mesmo local da primeira vez: o restaurante Come Prima.

Confirmou as boas impressões da prova anterior. Boa acidez, muita frescura na boca, aromas citrinos e tropicais, redondo na boca e com final vivo.

A repetir em mais ocasiões.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Tormaresca, Chardonnay 2016 (B)
Região: Puglia (Itália)
Produtor: Tormaresca, Soc. Agr. – Lecce
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Chardonnay
Nota (0 a 10): 8

domingo, 29 de janeiro de 2017

No meu copo 579 - Cabeça de Toiro: Reserva tinto 2012; Reserva branco 2015

Estes dois vinhos foram uma oferta da Enoport, no final dum workshop de culinária patrocinado pela empresa em parceria com a Vaqueiro.

A Enoport, como se sabe, “herdou” o portefólio das Caves Velhas, e mantém aquele nome histórico no rótulo de alguns dos vinhos que produz actualmente, nomeadamente os antigos Bucellas.

Este Cabeça de Toiro Reserva tinto é uma repetição, depois duma prova da colheita de 2008. Apresenta-se com uma boa estrutura, bom aroma frutado com predominância de frutos vermelhos, muito fresco e apelativo na boca e com final suave e persistente. Merece entrar nas nossas sugestões.

Já o Reserva branco mostrou-se suave mas com aroma discreto, final elegante e persistente mas algo discreto na prova de boca. Apresenta uma interessante combinação de castas onde predomina o Arinto, que lhe confere a necessária frescura, complementada com algum tropical e vegetal das congéneres francesas.

Não deixa de ser um vinho agradável mas não está ao nível do tinto.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Tejo
Produtor: Enoport - Produção de bebidas

Vinho: Cabeça de Toiro Reserva 2012 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Castelão
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Cabeça de Toiro Reserva 2015 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Arinto (50%), Chardonnay, Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 3,60 €
Nota (0 a 10): 7

domingo, 8 de janeiro de 2017

No meu copo 574 - Domaine Félix branco 2014; Villa Maria, Sauvignon Blanc 2015

Revisitamos dois produtores estrangeiros, que curiosamente também tínhamos visitado em conjunto na prova anterior: um francês, da Borgonha, e outro neozelandês, de Marlborough.

Começamos com este Domaine Félix 2014 da Borgonha, região onde são produzidos alguns dos melhores (ou talvez mesmo os melhores) brancos do mundo.

Não é um Sauvignon Blanc como este que já provámos da sub-região de Saint-Bris, mas um Chardonnay da sub-região de Chablis.

Comme d’habitude, revelou a elegância e a finesse que só estes brancos franceses apresentam. É medianamente encorpado, com fruta discreta e alguma mineralidade no nariz. Na boca é redondo, elegante, muito suave e macio. O final é envolvente, seco e com grande frescura.

Tal como o Sauvignon Blanc, não deixa de ser um belo vinho e, sobretudo, tem características irrepetíveis cá no burgo, portanto vale a pena conhecê-lo.

Quanto ao Villa Maria Sauvignon Blanc 2015, que já fez as nossas delícias noutras ocasiões, desta vez ficou aquém das expectativas, pois as características verdes do Sauvignon Blanc estavam marcadas em excesso, com demasiado aroma a pimentos verdes e sobrepor-se ao conjunto. Sabe-se que há determinados aromas típicos e mais marcantes em cada casta, mas tal como na comida com os temperos, quando há um sabor ou um aroma que se sobrepõe a tudo o resto o resultado não é famoso.

Foi o que aconteceu aqui, e foi pena. Talvez o vinho esteja demasiado novo e precise de amadurecer em garrafa, mas se não estivesse pronto não devia estar à venda. Se é uma questão de estilo, não gosto. Se foi uma colheita menos bem conseguida, resta esperar por uma próxima melhor.

Kroniketas, enófilo afrancesado

Vinho: Domaine Félix 2014 (B)
Região: Chablis - Borgonha (França)
Produtor: Hervé Félix – Saint-Bris-Le-Vineux
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Chardonnay
Preço: 12,35 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Villa Maria, Sauvignon Blanc 2015 (B)
Região: Marlborough (Nova Zelândia)
Produtor: Villa Maria Estate – Auckland
Grau alcoólico: 13%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 9,45 €
Nota (0 a 10): 7,5

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

No meu copo 573 - Montanha Real Grande Reserva Espumante Bruto 2009


Elegante, estruturado, persistente, com boa acidez e espuma suave. Aroma ligeiramente tropical com notas frutadas na boca. Final fresco e envolvente.

Um bom vinho para brindar a 2017.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Montanha Real Grande Reserva Espumante Bruto 2009 (B)
Região: Bairrada
Produtor: Caves da Montanha
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Chardonnay, Arinto, Pinot Noir, Baga
Preço com a Revista de Vinhos: 6,00 €
Nota (0 a 10): 8

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

No meu copo 569 - Quinta de Pancas: branco 2015; tinto 2014

Por ocasião da visita à Quinta de Pancas fomos presenteados com duas garrafas do Quinta de Pancas colheita, branco e tinto.

São dois vinhos de gama média da empresa, que não primam pela complexidade.

No branco o aroma é discreto, algo floral com notas tropicais e algum mineral. Apresenta alguma estrutura na boca, mas o final é relativamente curto.

O tinto apresenta-se de corpo médio, estruturado e persistente, mas também de aroma discreto. Algumas notas de fruta preta e tostados do estágio em carvalho francês durante 9 meses. Final persistente com alguma elegância.

Não são, obviamente, vinhos de encantar, como as grandes marcas da quinta. Não se espere mais do que podem dar.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Lisboa (Alenquer)
Produtor: Quinta de Pancas Vinhos - Companhia das Quintas

Vinho: Quinta de Pancas 2015 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Chardonnay (60%), Arinto (30%), Vital (10%)
Preço em feira de vinhos: 2,59 €
Nota (0 a 10): 7

Vinho: Quinta de Pancas 2014 (T)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Touriga Nacional, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 2,29 €
Nota (0 a 10): 7,5

domingo, 3 de julho de 2016

No meu copo 540 - Aveleda Reserva da Família 2011



Continuamos nos brancos, agora revisitando a Quinta da Aveleda que mantém a tradição de produzir um branco na Bairrada.

Depois da marca Follies, de que tivemos oportunidade de provar um bi-varietal de Chardonnay e Maria Gomes, temos agora este Reserva da Família, que mantém um perfil semelhante ao seu antecessor, embora com um lote mais alargado de castas.

Este Reserva da Família 2011 apresentou um corpo e persistência médias, frutado quanto baste, algum mineral mas não muito intenso no nariz nem na boca. Recordando o Follies branco da Bairrada, parece-me que, além de mais barato, era mais bem conseguido.

Kroniketas, enófilo esclarecido



Vinho: Aveleda Reserva da Família 2011 (B)
Região: Bairrada
Produtor: Aveleda Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Castas: Maria Gomes, Rabo de Ovelha, Chardonnay, Bical
Preço em hipermercado: 9,37 €
Nota (0 a 10): 7,5


terça-feira, 21 de junho de 2016

No meu copo 537 - Adega de Pegões, Chardonnay e Arinto 2011

De Fernando Pó para Pegões Velhos, da Casa Ermelinda Freitas para a Adega de Pegões, de um bi-varietal para outro. Em comum entre os dois, o Chardonnay.

Este lote de Chardonnay e Arinto apresentou-se oxidado, claramente a decair, sem frescura. Apesar de comprado este ano, pareceu ter ultrapassado o tempo de vida útil. Fica por saber se foi uma opção vendê-lo já com esta idade, ou se era um resto de colecção que ficou esquecido num armazém. Dito isto, ou é problema do vinho ou da garrafa. Portanto, prova inconclusiva.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Adega de Pegões, Chardonnay e Arinto 2011 (B)
Região: Península de Setúbal
Produtor: Cooperativa Agrícola Santo Isidro de Pegões
Grau alcoólico: 13%
Castas: Chardonnay, Arinto
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 5

sexta-feira, 17 de junho de 2016

No meu copo 536 - Terras do Pó, Chardonnay e Viognier 2014

Retomando o périplo pelos brancos de várias regiões, vamos agora para a Península de Setúbal.

Esta versão bi-varietal dum vinho de entrada de gama como o Terras do Pó apresenta-se, ao contrário do esperado, algo simples, de aroma discreto, pouco estruturada e complexa e com final algo curto.

Pareceu-me algo incaracterístico e talvez este casamento das duas castas francesas não tenha sido bem conseguido. Espera-se muito melhor da Casa Ermelinda Freitas.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Terras do Pó, Chardonnay e Viognier 2014 (B)
Região: Península de Setúbal
Produtor: Casa Ermelinda Freitas
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Chardonnay, Viognier
Preço em feira de vinhos: 7,49 €
Nota (0 a 10): 6,5

quarta-feira, 6 de abril de 2016

No meu copo 519 - Fiúza, Chardonnay 2015

Continuamos no Tejo.

Apesar da minha relação difícil com os Chardonnay portugueses, que os produtores teimam em carregar de madeira tornando-os enjoativos (vá lá saber-se porquê…), resolvi arriscar neste monocasta da Fiúza, pois os brancos desta casa costumam primar pela agradabilidade e facilidade de beber.

Tenho provado variadíssimos brancos, tintos e rosés desta casa, mono, bi e até tri-varietais, quase sempre com resultados bastante satisfatórios. Basta recordar o 3 Castas branco, o rosé, o Sauvignon Blanc, o Alvarinho, o Cabernet Sauvignon e o Touriga Nacional. Como nunca tinha bebido o Chardonnay, achei que era altura de experimentar.

Não me arrependi, pois o vinho revelou-se simpático e apelativo. Tendo estagiado 3 meses em barricas de carvalho, não está marcado pela madeira, apresentando aroma tropical com alguma complexidade, algum floral e melado na boca, corpo delicado, estrutura média e final elegante.

Não é um branco para voos muito altos, mas pelo preço que custa não se pode exigir muito mais. Segue a linha de muitos brancos da Fiúza, aqueles descomplicados e que estão prontos a beber sem termos que congeminar grandes opiniões a seu respeito.

Agradou-me e não me importarei de repetir.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Fiúza, Chardonnay 2015 (B)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Fiúza & Bright
Grau alcoólico: 13%
Casta: Chardonnay
Preço em feira de vinhos: 3,89 €
Nota (0 a 10): 7

sábado, 13 de fevereiro de 2016

No meu copo 507 - Fiúza, 3 Castas branco 2013

Voltamos aos vinhos relativamente mais simples e despretensiosos, mas que se bebem com muito agrado. Este é um deles, dos que normalmente não deixam ficar mal, como habitualmente é apanágio da Fiúza.

De cor citrina, elegante, com aroma pronunciado a frutos tropicais, boa persistência e frescura na boca. Corpo delicado, final elegante e agradável e com uma acidez vibrante.

Não é um vinho para se bater com pratos muito complexos, mas antes com outros mais leves e sem temperos exagerados.

Relativamente à prova anterior deste vinho, não defraudou as expectativas então criadas, e confirmou-se como uma aposta segura para o dia-a-dia, com um preço daqueles que são difíceis de superar.

Justifica plenamente fazer parte das nossas escolhas.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Fiúza, 3 Castas 2013 (B)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Fiúza & Bright
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Chardonnay, Arinto, Vital
Preço em feira de vinhos: 2,49 €
Nota (0 a 10): 7,5

terça-feira, 15 de setembro de 2015

No meu copo 475 - Quinta de Cidrô Reserva, Chardonnay 2014

Depois de há algumas semanas termos tido oportunidade de provar por duas vezes o Sauvignon Blanc da Quinta de Cidrô, chegou depois a vez do Chardonnay, cuja última prova tinha surpreendido pela positiva.

Como não podia deixar de ser, tem um perfil completamente diferente. Não está demasiado marcado pela madeira, tem um aroma com alguma tosta e apresenta uma boa persistência, com uma boa acidez a conferir-lhe frescura. É o típico branco de meia estação ou de Inverno, vocacionado para pratos mais exigentes embora a sua frescura o torne mais polivalente.

A minha preferência vai inevitavelmente para o Sauvignon Blanc, mas este Chardonnay acabou por marcar pontos nas minhas escolhas, e já entra com alguma facilidade nas opções de escolha. É um dos poucos brancos de Chardonnay portugueses e fermentados em madeira que não me desagradam, o que não deixa de ser um excelente sinal.

A Real Companhia Velha parece ter encontrado o caminho certo para o posicionamento da sua vasta gama de vinhos, que melhoram a olhos vistos de dia para dia. Vale a pena continuar a explorar este vasto portefólio e experimentar os vários monocasta, brancos e tintos, provenientes da Quinta de Cidrô, sem descurar incursões aos vinhos das outras quintas.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Quinta de Cidrô Reserva, Chardonnay 2014 (B)
Região: Douro
Produtor: Real Companhia Velha
Grau alcoólico: 14%
Casta: Chardonnay
Preço em hipermercado: 8,92 €
Nota (0 a 10): 8

domingo, 10 de maio de 2015

Na minha mesa, no meu copo 452 - Come Prima (Lisboa); Tormaresca, Chardonnay 2013

 

Num recanto meio escondido entre a Avenida Infante Santo e a Avenida 24 de Julho, paralelamente à Calçada da Pampulha, situa-se este restaurante de cozinha italiana gerido por... indianos. Combinação original, sem dúvida, mas o resultado é muito bem conseguido.

Constituído por dois pisos, o de cima tem um ambiente mais recatado e acolhedor que o piso térreo, junto à porta de entrada. Em cima existem as casas de banho, a garrafeira e uma zona mais escondida com outra sala mais reservada. Estamos junto ao telhado, pelo que nas mesas dos lados o tecto desce abruptamente, obrigando a alguma cautela quando nos sentamos.

Para entrada são-nos servidas bruschettas, umas tostas cobertas com bocadinhos que queijo, tomate e azeite, uma delícia para iniciar a função. A carta tem pratos do dia com escolhas variadas um pouco para todos os gostos. Há carnes, massas, pastas, pizzas, e a ementa vai sempre mudando, pelo que é difícil eleger algum prato como referência permanente. No entanto, a minha opção vai quase sempre para as massas ou pastas.

Nas diversas vezes que lá já fui (sempre ao almoço, pois fica perto do local de trabalho), a escolha para a sobremesa acabou sempre por recair num clássico: o tiramisú, muito bem confeccionado, saborosíssimo, com todos os ingredientes na conta certa..

As escolhas de vinho não são muito vastas mas existe a opção de vinho a copo, bastante apropriada para a hora de almoço durante a semana. Como gosto de beber rosé com comida italiana, quando há – o que nem sempre acontece – costumo escolher um Quinta da Lagoalva (de que acabo quase sempre por beber dois copos), que se mostra muito agradável, equilibrado e aromático, fazendo uma ligação perfeita com o prato. Foi aqui, aliás, que conheci este vinho, o que me levou mais tarde a comprá-lo e referi-lo numa prova.

Na minha última visita a este restaurante acabei por fazer duas escolhas menos habituais: uma massa com espinafres e gambas, e para beber um Chardonnay italiano a copo: chama-se Tormaresca e é produzido na região de Puglia, que abrange o sudeste de Itália até ao “calcanhar da bota”. Apresenta uma cor amarelo-palha, é bastante aromático e fresco com um toque citrino, sem madeira e sem aquele sabor enjoativo que é tão frequente em Portugal. O grau alcoólico também é moderado, apenas 12,5%, o que também vai sendo raro por cá, e torna o vinho mais leve e fácil de beber. Gostei, e não me importarei de repetir.

Para quem pretende uma refeição sossegada e em ambiente intimista, este Come Prima é um local recomendável. Os preços não são excessivos e a qualidade é mais que satisfatória.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Restaurante: Come Prima (italiano)
Rua do Olival, 258
1200-744 Lisboa
Telef: 21.390.24.57
Preço médio por refeição: 15 €
Nota (0 a 5): 4

Vinho: Tormaresca, Chardonnay 2013 (B)
Região: Puglia (Itália)
Produtor: Tormaresca, Soc. Agr. - Lecce
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Chardonnay
Nota (0 a 10): 7,5