A Caminhos Cruzados é uma empresa de origem familiar, situada na zona de Nelas, que tem vindo a ganhar espaço entre os produtores do Dão com excelentes vinhos, dos quais o maior destaque vai para um branco de excelência, o Teixuga, que já tivemos oportunidade de provar, mas ainda não de degustar à mesa.
Este par branco e tinto de que aqui se fala situam-se na gama média/média-baixa. Nesta marca existem várias versões monocasta, tanto nos brancos como nos tintos, e um tinto Reserva. Estas serão, portanto, as versões colheita mais simples. E assim se apresentaram.
O tinto 2014, com um lote típico da região, mostrou-se algo linear e simples na boca, com aroma discreto e final curto, delicado mas com alguma falta de estrutura, que o beneficiaria.
No caso do branco 2015, igualmente com um trio muito típico de castas, mostrou um aroma floral com mineralidade, boa acidez e frescura na boca, com estrutura e final de intensidade média.
No conjunto, melhor o branco, mais próximo do que é a região, do que o tinto, a que pareceu faltar algo mais.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Dão
Produtor: Caminhos Cruzados
Vinho: Titular 2014 (T)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Alfrocheiro
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 7
Vinho: Titular 2015 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Encruzado, Malvasia Fina, Bical
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 7,5
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sexta-feira, 31 de agosto de 2018
quinta-feira, 16 de março de 2017
Dão Capital 2016 - Os novos vinhos Dão Nobre

Em Julho de 2016, por ocasião do evento Dão Capital, que decorreu no Pátio da Galé, no Terreiro do Paço em Lisboa, foram apresentados os dois primeiros vinhos certificados pela CVR do Dão com a designação Dão Nobre: Fonte do Ouro branco 2015 e o Casa de Santar tinto 2013. Apesar de esta classificação já estar contemplada há vários anos, por questões de ordem burocrática ainda não tinha sido utilizada, sendo agora estes dois vinhos os primeiros a sair para o mercado com a designação “Nobre” no rótulo.
De acordo com as regras estabelecidas para a certificação de vinhos do Dão, estes podem receber as seguintes classificações de acordo com a pontuação obtida na Câmara de Provadores:
58 - Vinho de qualidade - Certificação DOC
68 - Qualidade destacada - Reserva ou Colheita Seleccionada
75 - Qualidade muito destacada - Grande Reserva
90 - Nobre
Os vinhos foram apresentados pelos respectivos enólogos, na presença do Presidente da Comissão Vitivinícola Regional, Dr. Arlindo Cunha, que fez o lançamento do evento. Presente também o Presidente do Instituto da Vinha e do Vinho, Frederico Falcão, que acabou por se juntar aos presentes na mesa e participar na animada conversa que se seguiu à apresentação dos vinhos, com diversas perguntas e respostas por parte dos presentes.
O Fonte do Ouro Nobre branco 2015, produzido por Nuno Cancela de Abreu na Sociedade Agrícola Boas Quintas, é composto por Encruzado (85%), Arinto (10%) e Cerceal (5%). Ao Encruzado vai buscar estrutura, fruta branca, mineralidade e volume de boca; o Arinto confere acidez e aromas a frutos verdes; o Cerceal dá-lhe elegância e acidez. Fermentou um mês e meio em barricas novas e estagiou 6 meses com bâtonnage. Apresenta cor amarelo palha, aroma frutado complexo com notas de tosta. Foram produzidas 1200 garrafas e tem um preço recomendado de 35 €.
O Casa de Santar Nobre tinto 2013 foi elaborado por Osvaldo Amado da Dão Sul, a partir das castas Touriga Nacional (50%), Alfrocheiro (20%), Tinta Roriz (20%) e Jaen (10%), a partir das 15 melhores barricas dum total de 100. Fermentou 75% em barricas de carvalho francês e 25% em barricas de segundo ano, seguindo-se o estágio em barrica. De cor intensa fechada, Apresenta elegância, harmonia e potência. O preço recomendado ronda os 60 €.
Após a apresentação e prova destes dois vinhos, foi possível dar uma curta volta pelo recinto e provar alguns (poucos) dos vinhos presentes e alguns produtos regionais (imperdiveis os pastéis de Vouzela). O meu destaque vai para um vinho da Caminhos Cruzados, o Teixuga branco 2013, um grande vinho que expressa o melhor do Encruzado, com grande expressividade aromática e persistência na boca, com madeira muito bem integrada no conjunto. Um vinho a visitar quando for possível, com o preço a rondar os 35 €.
Sendo um dia de semana, não houve possibilidade de guardar grandes registos da visita, pois esta teve de ser abreviada. Em todo o caso, apraz mais uma vez registar esta descida dos vinhos do Dão a capital do país para se mostrar, aparecendo sempre novas marcas com novos perfis. O Dão é uma região que se reinventa a cada dia e que merece ser redescoberta pelos consumidores.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Fotos das garrafas obtidas nos sites dos produtores
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