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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

No meu copo 405 - Cedro do Noval 2006

Em 8 anos de existência deste blog, só por uma vez tínhamos passado por um vinho da Quinta do Noval (na ocasião um Porto LBV), nome mítico por produzir aquele que é considerado um dos melhores vinhos do Porto de sempre, o Noval Nacional de 1963, cuja marca quando que sai para o mercado é sempre alvo de grande expectativa e colocado no topo entre os de topo.

Como vinhos de mesa, este Cedro do Noval foi uma estreia absoluta à nossa mesa. Adquirido há cerca de 5 anos, foi mais um que ficou à espera de oportunidade para ser bebido. Este está na gama abaixo da marca que ostenta o nome da casa, e mesmo assim não é barato. Mas valeu o preço que custou. Como curiosidade, registe-se o facto de em termos de denominação de origem não ser um DOC Douro, mas sim Regional Duriense porque às tradicionais Tourigas e ao Tinto Cão se juntou também a Syrah, uma raridade por aqui! Não sei mesmo se não será caso único de utilização desta casta na região, pois é muito mais vista nas paragens a sul do Mondego.

Austero e fechado no início, desde logo mostrou um excelente aroma mas muito contido. Na cor apresentou-se mais para o rubi que para o granada, mais brilhante e aberto que concentrado. Decidimos não o decantar, e esperar pela evolução nos copos. Esperámos e fomos bebericando enquanto o resto evoluía na garrafa.

Cerca de 15 minutos depois era já outro vinho: intenso de aroma e persistente, fruta madura vermelha a libertar-se. Fazendo rodar o vinho no copo soltava-se um bouquet profundo, que nos fazia aspirar mais o vinho do que bebê-lo.

Na boca, taninos de seda, encorpado e persistente mais muito macio, com final vigoroso mas elegante, tudo muito harmonioso. Foi tão apreciado que o tuguinho sentenciou desde logo: “este é para repor”. Sem dúvida: mais dia, menos dia, fá-lo-emos.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Cedro do Noval 2006 (T)
Região: Douro
Produtor: Quinta do Noval
Grau alcoólico: 13,5 %
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinto Cão, Syrah
Preço: 17,30 €
Nota (0 a 10): 8,5

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

No meu copo 203 - Porto Quinta do Noval LBV 2001; Porto Taylor’s LBV 2002

Eis dois LBV com poucas semelhanças. O Noval apresentou-se mais aberto, com a cor menos carregada, mais suave e menos encorpado na prova de boca, com os taninos mais redondos e a fruta mais discreta. Quanto ao Taylor’s apareceu com uma cor retinta, aromas frutados mais exuberantes, corpo mais cheio e os taninos mais pujantes.

Podemos considerar o primeiro mais adequado para acompanhar aperitivos à base de frutos secos, ou para entreter ao serão durante uma boa conversa, e o segundo mais vocacionado para a mesa, para acompanhar queijos ou sobremesas de sabor intenso, ou ficar a degustar no fim da refeição.

São dois produtos que sem deslumbrar não decepcionam quem os provar e cumprem de modo satisfatório o que deles se pretende. Pelo preço que custou o Noval, é praticamente impossível encontrar melhor.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Região: Douro/Porto

Vinho: Porto Quinta do Noval LBV 2001
Produtor: Quinta do Noval
Grau alcoólico: 19,5%
Preço em hipermercado: 9,98 €
Nota (0 a 10): 7

Vinho: Porto Taylor’s LBV 2002
Produtor: Taylor’s
Grau alcoólico: 19,5%
Nota (0 a 10): 7,5