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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

No meu copo 720 - Serras de Grândola Cepas Cinquentenárias tinto 2015

Sou cliente deste produtor há alguns anos, desde que provei um branco de Verdelho no Mercado de Vinhos do Campo Pequeno.

Junto ao branco veio o tinto e as diversas variantes que foram aparecendo.

Este ano já provámos o Verdelho 2015, agora chegou a vez deste tinto Cepas Cinquentenárias, também ele já em repetição.

Confirmou as boas impressões das provas anteriores. É um tinto com uma boa estrutura, complexo mas ao mesmo tempo delicado, com uma boa frescura na prova de boca.

Apresenta notas de aromas balsâmicos, fruto maduro e algum vegetal, com taninos presentes mas redondos. O final é persistente revelando elegância no fim de boca.

Um vinho para continuar a acompanhar.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Serras de Grândola Cepas Cinquentenárias 2015 (T)
Região: Península de Setúbal
Produtor: Monte da Serenada
Grau alcoólico: 14%
Castas: Castelão, Baga, Bastardo, Camarate
Preço: 9,50 €
Nota (0 a 10): 8

terça-feira, 13 de outubro de 2015

No meu copo 483 - Serras de Grândola: Edição Especial branco 2014; Cepas Cinquentenárias tinto 2013

Pela segunda vez em menos de um ano cruzei-me com os vinhos deste produtor. Foi no evento Hello Summer WineParty, em Julho passado. Voltei a provar os vinhos e voltei a levar duas garrafas para casa. Repeti o tinto e mudei de branco: desta vez foi um Edição Especial, uma variante que passa por estágio em madeira.

De facto este branco mostra-se ligeiramente amadeirado, estruturado, longo, com bom equilíbrio entre corpo, estrutura e acidez. No entanto, como fã de brancos mais aromáticos e frescos, prefiro claramente o outro branco anteriormente provado, o monocasta Verdelho, embora este Edição Especial não deslustre.

Quanto ao tinto Cepas Cinquentenárias, repetiram-se as impressões colhidas da primeira vez. Boa estrutura, aroma balsâmico, persistente e elegante. Um vinho com potencial para guardar.

Vou continuar a seguir com atenção os vinhos deste produtor e, quando me cruzar novamente com estes vinhos, certamente levarei sempre algumas garrafas para casa.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Península de Setúbal
Produtor: Monte da Serenada

Vinho: Serras de Grândola, Edição Especial 2014 (B)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Viognier, Gouveio
Preço: 9,00 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Serras de Grândola, Cepas Cinquentenárias 2013 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Castelão, Baga, Bastardo, Camarate
Preço: 9,00 €
Nota (0 a 10): 8

quarta-feira, 15 de abril de 2015

No meu copo 446 - Tintos velhos da Bairrada (6)

Bairrada Sogrape Reserva 1995; Caves São João Reserva 2005; Frei João Reserva 2005


Voltamos aos clássicos da Bairrada, entre os dois resistentes deste blog, tripartida entre três vinhos e repartida entre dois nomes de peso: a Sogrape e as Caves São João.

Esta colheita de 1995 de um dos antigos Reservas da Sogrape, ainda com o rótulo branco original, tinha sido objecto duma prova em 2014, graças a umas garrafas que encontrámos na Garrafeira Estado d’Alma, em Alcântara, onde existe um autêntico maná para os apreciadores de vinhos velhos. Mostrou-se em excelente forma, com aroma profundo e intenso, aberto na cor e macio na boca, apresentou uma cor granada com nuances atijoladas, a denotar evidente evolução mas sem sinais de cansaço. Um ligeiro apimentado marca um final prolongado e elegante. A madeira, em que envelhece durante um ano, há muito que deixou de marcar o vinho, que ainda apresenta alguns sinais de fruta madura. Saúde notável para um vinho com quase 20 anos de idade.

Passando aos clássicos das Caves São João, avançámos 10 anos para duas das marcas tradicionais. O Caves São João Reserva, feito a partir de Baga da Bairrada e de Touriga Nacional do Dão, apresentou-se aromático, encorpado, macio e persistente, mas evoluiu para uma estrutura mais robusta e com taninos mais evidentes passadas 24 horas. De cor rubi profunda, aroma delicado e dominado por notas de frutos vermelhos, florais e alguma tosta proveniente do estágio de 10 meses em pipas de carvalho francês, é acima de tudo um vinho que prima pela elegância e pela complexidade e que, como é habitual, apresenta uma saúde notável, a mostrar que podemos contar com ele em pleno por mais uns bons anos.

A fazer páreo com este misto Dão/Bairrada, um Bairrada tradicional, o Frei João Reserva, que tantas provas notáveis nos tem proporcionado. Foi elaborado com uvas de Baga, Camarate e Cabernet Sauvignon provenientes da Quinta do Poço do Lobo. Estas foram vinificadas com desengace total, maceração pré-fermentativa, fermentação alcoólica com temperatura controlada e maceração pós-fermentativa. Estagiou durante 10 meses em pipas de carvalho francês.

Apresentou uma cor a tender para o granada, aroma complexo com notas de frutos secos e vermelhos, taninos bem presentes e marcados mas macios, encorpado, robusto e persistente. Faz um interessante contraste com o Caves São João Reserva, tornando muito curiosa a prova comparada e alternada dos dois vinhos.

Em suma, dois belos representantes dos clássicos das Caves São João. Qual preferimos? Ambos!

Felizmente ainda há mais umas garrafas destas para beber.

tuguinho e Kroniketas, os diletantes preguiçosos

Região: Bairrada

Vinho: Sogrape Reserva 1995 (T)
Produtor: Sogrape Vinhos
Grau alcoólico: 12,%
Castas: não indicadas
Preço: 7,50 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Caves São João Reserva 2005 (T)
Produtor: Caves São João
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Baga, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 11,90 €
Nota (0 a 10): 8,5

Vinho: Frei João Reserva 2005 (T)
Produtor: Caves São João
Grau alcoólico: 13%
Castas: Baga, Camarate, Cabernet Sauvignon
Preço em feira de vinhos: 4,79 €
Nota (0 a 10): 8,5

terça-feira, 10 de março de 2015

No meu copo 437 - Serras de Grândola: Verdelho branco 2013; Cepas Cinquentenárias tinto 2012

E de repente, donde e quando menos se esperava, surgem dois belos vinhos. Aliás, poderíamos mesmo dizer: um belo vinho e um belíssimo vinho! Foi no Mercado de Vinhos do Campo Pequeno que deparei com este produtor dos arredores de Grândola, algures na serra a meio caminho entre Melides e a praia da Galé. Estamos em pleno Baixo Alentejo mas, graças às originalidades da nossa legislação, trata-se de vinhos regionais da Península de Setúbal, que se prolonga até Santiago do Cacém...

Mas, quer seja no Alentejo ou na Península de Setúbal, a casta Verdelho é uma das que dão cartas na produção de vinhos brancos. Na prova que tive oportunidade de fazer no Campo Pequeno, junto da banca do produtor, o vinho desde logo me agradou bastante, sendo uma completa surpresa, e tendo em conta as minhas origens resolvi comprar uma garrafa deste branco e uma de tinto, em parte para ajudar a divulgar um produtor praticamente desconhecido.

A prova decisiva, contudo, fez-se em casa, na companhia de um prato de peixe no forno, e a surpresa ainda mais se acentuou. Mostrou-se um vinho guloso, com excelente acidez, muita frescura, boa estrutura e final longo, daqueles de que apetece beber sempre mais um copo. E mais uma vez encontrei no copo um branco que nada tem a ver com os brancos pesados e enjoativos dum passado recente mas que já parece longínquo... A altitude e a proximidade do mar (cerca de 15 km em linha recta) contribuem decisivamente para o perfil deste vinho, mas há que dar mérito a quem o fez. O segredo para o sucesso parece ser mesmo esse: aproveitar as zonas mais frescas, próximas da costa ou em altitude, usar castas que transmitam boa acidez ao vinho, e assim se obtêm brancos de elevado nível! É assim que, mesmo na planície e no interior, a Herdade do Esporão, em Reguengos de Monsaraz, ou João Portugal Ramos, em Estremoz, produzem brancos com este tipo de perfil...

Ficou-se também a saber que estamos em presença duma empresa que se dedica ao enoturismo e ficou o convite para passarmos por lá. Mas para já, o que mais me interessa é saber como voltar a adquirir este belíssimo vinho!

Depois veio o tinto, descrito como de cepas cinquentenárias. Resultante duma combinação de castas pouco usual, apresentou-se muito fresco, frutado, macio, encorpado, estruturado e persistente, com notas predominantes de fruta madura e ligeiro vegetal. Pareceu ser um bom tinto para tempos mais quentes e pratos de carne não muito pesados nem condimentados. Outra boa relação qualidade/preço.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Península de Setúbal
Produtor: Monte da Serenada

Vinho: Serras de Grândola, Verdelho 2013 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Verdelho
Preço: 7,50 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Serras de Grândola, Cepas Cinquentenárias 2012 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Castelão, Baga, Bastardo, Camarate
Preço: 7,50 €
Nota (0 a 10): 7,5

sábado, 29 de novembro de 2008

No meu copo, na minha mesa 216 - Frei João 2003; Restaurante Vasku’s Grill (Lisboa)



Este continua a ser um local de regresso recorrente e presença assídua aqui nas Krónikas Viníkolas. Uma ocasião de efeméride familiar proporcionou uma deslocação ao local para comer o excelente fondue do lombo da casa, um verdadeiro “must” daquela ementa. Para mim, o melhor fondue da zona de Lisboa. Carne excelente, os molhos e as frutas muito bem combinados com os sabores da carne, um verdadeiro pitéu. De todas as vezes que lá vou fico indeciso entre comer o fondue ou outra coisa qualquer. Normalmente vou alternando, vez-sim vez-não.

Como estava acompanhado do núcleo familiar e praticamente só eu é que ia beber vinho, escolhi um dos mais baratos e a opção recaiu no Frei João, colheita de 2003, que sempre se porta muito bem com este prato. Desta forma pude também rever um dos meus vinhos preferidos na gama de entrada, que nunca me desiludiu.

Esta colheita mantém mais ou menos o perfil habitual, bem encorpado e com alguma robustez mas sem exagero. Macio quanto baste e com os taninos arredondados para ser bebível com relativa facilidade (os não apreciadores dos vinhos da Bairrada acham-no sempre áspero), está um pouco mais modernizado sem deixar de ter a marca dum bairradino clássico. Apresenta cor granada, algumas notas de frutos secos bem ligados com madeira muito discreta. Continua a agradar-me muito e a entrar na minha lista dos recomendáveis e, francamente, sempre achei que ele vale bem mais do que aquilo que o preço indica. Quem disse que um vinho barato não pode ser bom?

Quanto ao Vasku’s, mantém o nível de sempre. A qualidade do serviço tem sido apurada e o serviço de vinhos também. Vale a pena lá voltar para comer o fondue ou um dos muitos bifes de alcatra, lombo ou vazia.

Kroniketas, enófilo carnívoro

Vinho: Frei João 2003 (T)
Região: Bairrada
Produtor: Caves São João
Grau alcoólico: 13%
Castas: Baga, Touriga Nacional, Camarate
Preço em feira de vinhos: 1,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

Restaurante: Vasku’s Grill
Rua Passos Manuel, 30
1150-260 Lisboa
Tel.: 21.352.22.93
Preço por refeição: 20 a 25 €
Nota (0 a 5): 4,5