sexta-feira, 30 de março de 2018

Gala Tejo'18 - Premiados

Decorreu no passado dia 24 de Março a 8ª edição da Gala Tejo, que distinguiu os melhores no vinho e gastronomia da região.

No IX Concurso de Vinhos do Tejo foram atribuídas duas das três Medalhas Excelência à Quinta do Casal Branco, em Almeirim, pelos seus Falcoaria Fernão Pires Vinhas Velhas branco 2016 e Falcoaria Colheita Tardia branco 2014.

Nos tintos, a Medalha Excelência foi conquistada pelo Casal da Coelheira Private Collection tinto 2015, do Casal da Coelheira, no Tramagal, em Abrantes.

O concurso contou com o maior número de sempre de vinhos e produtores: estiveram em prova 166 amostras (mais 8 em relação a 2017), de 37 produtores (mais 3 do que em 2017), dos quais 22 foram contemplados com 50 vinhos premiados. Deste total, 21 receberam Diploma de Ouro e 29 receberam Diploma de Prata.

No que toca ao Ouro, destaque para a Adega Cooperativa do Cartaxo, a Quinta da Alorna e a Quinta do Casal Branco, que tiveram três destas distinções. Já a Adega Cooperativa de Almeirim, o Casal da Coelheira e a Companhia das Lezírias foram duplamente eleitas na lista dos Diplomas de Ouro. Os restantes produtores premiados foram Agrovia, Casa Cadaval, Encosta do Sobral, Enoport, Lagoalva e Pitada Verde.

Dos 29 Diplomas de Prata, a Quinta do Casal Branco voltou a ganhar três distinções, tal como a Falua. Agrovia, Casal da Coelheira, Enoport, Quinta da Alorna e Quinta do Cavalinho foram galardoadas com duas distinções cada uma. Na lista dos Diplomas de Prata constam ainda a Adega Cooperativa de Almeirim, Adega Cooperativa do Cartaxo, Casa Cadaval, Casa Agrícola Paciência, Casa Agrícola Faia e Filhos, Casa Agrícola Solar dos Loendros, Encosta do Sobral, Fiúza & Bright, Lagoalva, Pitada Verde, Quinta da Badula e Sociedade Agrícola Casal do Conde.

No âmbito dos Prémios Vinhos do Tejo 2017 são contempladas as categorias Empresa Dinamismo e Empresa Excelência entregues, respectivamente, à Adega Cooperativa de Benfica do Ribatejo e à Adega Cooperativa do Cartaxo pela dedicação e determinação no universo vitivinícola.

Manuel Lobo de Vasconcellos e Joana Silva Lopes, enólogo responsável enóloga residente da Quinta do Casal Branco, foram galardoados com o prémio Enólogo do Ano pelo desempenho que os vinhos deste produtor conseguiram no IX Concurso de Vinhos do Tejo, sendo os mais bem pontuados.

O Prémio Carreira foi entregue a duas incontornáveis personalidades do vinho na região: o engenheiro Mário Louro, que tem dedicado a sua vida à cultura do néctar de Baco, dentro e fora das salas onde dá formação, e José Jacinto Freire Rodrigues, proprietário e grande impulsionador da Quinta do Casal da Coelheira, membro do primeiro Conselho Geral da Comissão Vitivinícola Regional, fundada em 1997, na altura como Ribatejo, e, acima de tudo, um acérrimo defensor da união em proveito de um futuro promissor para os Vinhos do Tejo.

Ao mesmo palco subiram ainda os representantes dos restaurantes galardoados no âmbito da 8.ª edição do Tejo Gourmet. Promovido há oito anos consecutivos, começou por ser um concurso de âmbito regional, o que mudou em 2014, ano em que passou a contemplar restaurantes de Norte a Sul de Portugal continental e ilhas. Desde essa altura dá origem a um guia, “Na Rota do Tejo Gourmet”, uma edição anual onde constam os restaurantes participantes.

Dos 51 restaurantes inscritos, 28 receberam Diploma de Ouro e 15 foram distinguidos com Diploma de Prata, de acordo com a avaliação feita à harmonização de Vinhos do Tejo com um menu composto por entrada, prato principal e sobremesa. No que aos prémios diz respeito, os restaurantes que melhor parceria conseguiram foram, por ordem de serviço, Pátio dos Petiscos (Montemor-o-Novo), À Terra, do hotel Vila Monte Farm House (Moncarapacho, Olhão), e Viva Lisboa, do Neya Lisboa Hotel.

A Melhor Promoção foi atribuída ao Grupo El Galego (Santarém), a Melhor Carta de Vinhos do Tejo é a do restaurante Naco na Pedra (Salir do Porto, Caldas da Rainha) e o Prémio Revelação ficou com o Petiscaki (Montemor-o-Novo). O Cisco (Almeirim) tem o galardão de Melhor Restaurante de Cozinha Tradicional enquanto o À Terra levou para o Algarve o prémio Melhor Restaurante de Cozinha Internacional. O 150 Gramas (Vila Franca de Xira) é considerado a Melhor Casa de Petiscos, o ANNA’S Restaurant (Aveiro) tem a Melhor Cozinha de Autor e o Wish (Porto) é o Melhor Restaurante desta edição do Tejo Gourmet.

Informação gentilmente cedida por JOANAPRATAS - Consultoria em Comunicação, que muito agradecemos.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Wine Summit Cascais 2018



Decorreu no passado dia 5 de Março, no Cascais Visitor Center, a apresentação da 2ª edição do MUST Fermenting Ideas - Wine Summit Cascais’18, que vai decorrer no Centro de Congressos de Cascais, de 20 a 22 de Junho.

A cimeira reúne especialistas do sector vinícola de diversas áreas – desde investigação, produção, comércio, enoturismo, e marketing – num formato que fomenta o debate entre especialistas e potencia a partilha de experiências.

O evento é promovido por Rui Falcão, crítico de vinho, consultor, escritor e conferencista, e Paulo Salvador, jornalista, apresentador, editor executivo da TVI e um apaixonado pela gastronomia, e conta com o apoio da Câmara Municipal de Cascais e do Turismo de Portugal. A apresentação do evento contou com a participação destes dois nomes e ainda do presidente da Câmara Municipal de Cascais. Foram apresentados os nomes dos conferencistas que irão usar da palavra ao longo dos 3 dias de duração do evento.

Vai ser possível ouvir o contributo de:

Gérard Basset, MS MW, um dos mais prestigiados sommeliers mundiais;
Robert Joseph, fundador do IWC, editor consultor da Meininger’s, produtor e criador de conteúdos;
Willi Klinger, director do Austrian Wine Marketing Board;
Maureen Downey, especialista em fraude e contrafacção, conhecida como a Sherlock Holmes dos vinhos*;
Charles Spence, Professor Universitário em Oxford especializado em neurociência associada aos sentidos do vinho;
Alberto Antonini, enólogo italiano e um dos mais famosos consultores internacionais;
Felicity Carter, editora chefe da Meininger’s, considerada como uma das mulheres mais poderosas do sector;
Mariette du Toit-Helmbold, uma das maiores autoridades internacionais sobre enoturismo;
Laura Catena, directora da Bodega Catena Zapata;
Heini Zachariassen, fundador e CEO da Vivino, a maior comunidade mundial de vinhos;
Martin Brown, fundador e CEO da Wine-Searcher, a maior base de dados mundial sobre vinhos;
Debra Meiburg MW, conceituada jornalista e master of wine;
Frank Cornelissen, produtor de vinhos naturais;
Michel Bettane, jornalista francês e mais conceituado provador de vinhos;
• e Rui Falcão, um dos mais reputados críticos de vinhos em Portugal.

O MUST Fermenting Ideas - Wine Summit Cascais’18 é um evento profissional, aberto a qualquer participante. As inscrições deverão ser feitas no site da MUST - Fermenting Ideas.

* Nota: a propósito da contrafacção dos vinhos, na apresentação de Maureen Downey foi referido por Rui Falcão que a falsificação de vinhos é o 4º negócio que movimenta mais dinheiro a nível mundial. Foi também referido que existem mais garrafas de um determinado vinho francês (salvo erro de 1947) à venda em todo o mundo do que o número de garrafas que foram produzidas.

Foto da direita cedida pela organização.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Vinhos em cena no Teatro Tivoli BBVA


Vinhos em Cena é um evento que associa a cultura do vinho e a sua inspiração à música, humor e entretenimento.

Nesta 2ª edição, o Teatro Tivoli BBVA volta a abrir as cortinas do seu palco, os seus foyers e o Sótão a produtores vínicos de várias regiões portuguesas e estrangeiras, a diferentes castas e aromas, a conversas, música e humor.

Mais informações no site do teatro Tivoli.

Paixão pelo vinho - Awards & Wine Party


Realiza-se amanhã no Beatus, em Marvila, Lisboa, a cerimónia de entrega de prémios da Revista Paixão pelo Vinho - Awards & Wine Party 2018.

O evento decorrerá entre as 17 e as 23 horas. Para além da entrega de prémios nas diversas categorias, haverá vários momentos de conversas com enólogos, com provas de vinhos escolhidos por estes que serão o mote para a conversa.

Mais informações na página da revista no Facebook.

Gala Vinhos do Tejo 2018


Organizado pela Comissão Vitivinícola Regional do Tejo em parceria com a Confraria Enófila de Nossa Senhora do Tejo, realiza-se amanhã, no Hotel dos Templários em Tomar, a Gala de Vinhos do Tejo 2018, que terá início às 19 horas.

Serão anunciados os resultados e entregues os prémios do IX Concurso de Vinhos do Tejo bem como os resultados do Tejo Gourmet - Concurso de Iguarias e Vinhos do Tejo, que já vai na sua 8ª edição.

Mais informações e inscrições no site da Confraria.

segunda-feira, 19 de março de 2018

No meu copo 664 - Quinta de Cidrô, Gewürztraminer 2016

1ª etapa: prova de novidades da Real Companhia Velha no Le Consulat. Aí foram-nos dados a conhecer vários vinhos onde este me encheu as medidas nos brancos, e logo aí ficou debaixo de olho.

2ª etapa: procurar este vinho no mercado. Não foi muito difícil encontrá-lo, e na primeira oportunidade adquiri-lo.

3ª etapa: prová-lo em casa à refeição. Foi aproveitado numa ocasião festiva para acompanhar um cocktail de camarão com abacate, e ligou quase na perfeição. A acidez do vinho fez um par perfeito com os sabores intensos do camarão e do molho cocktail.

De grande frescura na boca, marcado por alguma mineralidade e notas florais, apresenta-se com uma bela acidez, estrutura e final longo marcado por clara secura, fugindo assim ao padrão mais adocicado que é mais marcante no seu terreno de eleição, na Alsácia.

Um grande vinho branco, mais um para a galeria de grandes vinhos da Real Companhia Velha. Para ocasiões especiais e com pratos requintados. Entra directamente para a nossa lista de sugestões.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Quinta de Cidrô, Gewürztraminer 2016 (B)
Região: Douro
Produtor: Real Companhia Velha
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Gewürztraminer
Preço em feira de vinhos: 11,35 €
Nota (0 a 10): 8,5

sexta-feira, 16 de março de 2018

No meu copo 663 - Adega de Borba Premium 2015

Foi a segunda vez que tentei perceber este vinho e continuo a não conseguir descrevê-lo. Além do aroma frutado, não há mais nenhuma característica marcante de q eu me recorde. Acabei de beber a garrafa há pouco e já não me lembro bem de como ele era...

Tal como da vez anterior, vou esquecê-lo rapidamente. Não deixa memórias. Nem boas nem más. Qualquer semelhança com o clássico e excelente Reserva Rótulo de Cortiça é mera coincidência. Só gostava de perceber porque é que um vinho tão desinteressante se chama “Premium”...

Kroniketas, enófilo desiludido

Vinho: Adega de Borba Premium 2015 (T)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: Adega Cooperativa de Borba
Grau alcoólico: 14%
Castas: Trincadeira, Touriga Nacional, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon
Preço em feira de vinhos: 5,25 €
Nota (0 a 10): 6

terça-feira, 13 de março de 2018

No meu copo 662 - Esporão, Verdelho 2015

Ali ao lado, ainda junto a Reguengos de Monsaraz, nascem outros vinhos típicos e clássicos, a par com uma nova geração de vinhos modernos.

Um deles é este, que também já se tornou obrigatório na garrafeira. Inclusivamente já foi eleito o melhor vinho português num recente concurso de vinhos nacionais.

Desde a primeira vez que o provei, há uns anos numa incursão à Herdade do Esporão, fiquei conquistado. A partir daí tornou-se compra regular e quase sempre tem brilhado a grande altura.

Quando assim é, torna-se repetitivo estar a descrever sempre as mesmas qualidades do vinho. Acidez, mineralidade, aromas tropicais e citrinos, estrutura, persistência, vivacidade na prova de boca, está lá tudo aquilo que se espera.

No caso concreto desta garrafa, a primeira abordagem mostrou vivacidade na boca e boa acidez, mas o aroma apareceu mais contido do que habitualmente, e o final não foi tão intenso. Uma questão de garrafa, ou uma questão de tempo, não saberemos. A temperatura estava correcta e não foi sujeito a choques térmicos, portanto não foi por aí que perdeu qualidades.

Só por isso fica um pouco penalizado na avaliação, mas certamente tratou-se apenas dum caso pontual. Já há outras colheitas à espreita.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Esporão, Verdelho 2015 (B)
Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: Esporão
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Verdelho
Preço em feira de vinhos: 6,77 €
Nota (0 a 10): 7,5

sábado, 10 de março de 2018

No meu copo 661 - Reguengos DOC tinto 2016

Descemos ainda mais, quase até à base da pirâmide. Numa passagem por um restaurante, este era o vinho da casa a 7 €. Como as alternativas não eram particularmente atractivas, experimentou-se.

Estamos a falar dum vinho abaixo dos 3 €, preço de mercado. Não se pode esperar qualquer semelhança com os que estão nos patamares acima.

Produzido com o mesmo lote clássico Garrafeira dos Sócios, os primeiros goles, enquanto se espera por um bife, não convencem. Estamos perante um vinho vulgar, em que nada o distingue de outros da mesma gama.

Já com o prato na mesa, o vinho parece diferente. Há alguma estrutura e uma certa persistência, com algumas notas a frutadas e a especiarias, com algum tanino lá ao fundo a querer mostrar-se.

Bebeu-se, sem encantar e sem esperar muito mais.

Apenas para confirmar que há um patamar abaixo do qual é quase indiferente aquilo que se escolhe. Do Douro ao Alentejo...

Depois de ter saboreado um Garrafeira dos Sócios, beber um Reguengos DOC é como passar dum Ferrari para um Fiat Panda...

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Reguengos 2016 (T)
Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: CARMIM - Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz
Grau alcoólico: 13%
Castas: Trincadeira (40%), Aragonês (40%), Castelão (20%)
Nota (0 a 10): 6,5


Foto da garrafa obtida no site do produtor

quarta-feira, 7 de março de 2018

No meu copo 660 - Reguengos Reserva tinto: 2008 e 2013

Descemos uns patamares para chegar a outro clássico, passando por cima do novo Reserva dos Sócios (também lá chegaremos), do Bom Juiz e dos monocastas, para chegar a outro clássico, o Reserva, neste caso com duas colheitas separadas por 5 anos. Muito mais barato que o topo de gama da casa, mas com uma qualidade irrepreensível que o preço não reflecte.

Tal como o Garrafeira dos Sócios, este também é um bom vinho de guarda. O 2008 mostrou-se mais estruturado e encorpado que o 2013, com um aroma vinoso profundo e intenso, muito pujante na boca.

Já o 2013, conquanto mais novo e até mais alcoólico, revelou-se menos complexo. Mais frutado, ainda com os aromas primários bem evidentes com notas de frutos pretos e especiarias, mas a mostrar que mais tempo em garrafa lhe faria bem. São assim estes vinhos da CARMIM, e o melhor é mesmo dar-lhes tempo de repouso.

Como bons alentejanos...

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: CARMIM - Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz
Preço em feira de vinhos: 3,24 €

Vinho: Reguengos Reserva 2008 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Trincadeira, Aragonês, Tinta Caiada, Alicante Bouschet
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Reguengos Reserva 2013 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Alicante Bouschet, Aragonês, Trincadeira
Nota (0 a 10): 7,5

domingo, 4 de março de 2018

No meu copo 659 - Reguengos Garrafeira dos Sócios 2007

Um clássico dos clássicos, desta vez revisitado mais depressa do que habitualmente. Uma ou duas vezes por ano é sempre chamado à nossa mesa.

Já aqui contámos por mais de uma vez a história de como conhecemos este vinhos e da nossa paixão por ele. Então, o que haverá ainda para dizer?

Em primeiro lugar, a prova do tempo. Só os grandes vinhos superam a prova do tempo, e poucos o fazem com distinção.

O que acaba por impressionar mais neste vinho é a consistência qualitativa de colheita para colheita. O lote de uvas que o compõem tem-se mantido estável, com castas típicas da região (a partir da colheita de 2011 já houve alterações, mas a seu tempo lá chegaremos), o que permite manter sempre um mesmo perfil ao longo de mais de duas décadas.

No caso desta garrafa, é um vinho com 10 anos, comprado em 2014. Compramo-lo quase sempre para guardar, ficando esquecido na garrafeira até que a oportunidade surja. Ao fim deste tempo, os aromas primários mais frutados já lá não estão, mas a profundidade aromática acaba por surgir.

Neste caso foi decantado uma hora e meia antes da refeição, sendo que apenas quase uma hora depois de começar a ser bebido é que se libertou e abriu os aromas. Apareceu muito contido, de aroma muito fechado. No entanto, aquela suavidade que sempre o marcou, uma espécie de elegância rústica que sempre o caracterizou, estava bem presente. Lembro-me sempre da frase do saudoso Mancha (que hoje faria 53 anos se ainda estivesse entre nós), que dizia “este vinho é veludo”. E continua a ser, independentemente de gostarmos mais ou menos de cada colheita.

Não é apenas um vinho para beber: é um vinho para degustar, saborear e apreciar.

Com tempo, muito tempo. Com calma, muita calma. Com paciência, muita paciência.

Como um bom e típico alentejano.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Reguengos Garrafeira dos Sócios 2007 (T)
Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: CARMIM - Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz
Grau alcoólico: 14%
Castas: Aragonês, Castelão, Trincadeira
Preço em feira de vinhos: 11,29 €
Nota (0 a 10): 8,5

quinta-feira, 1 de março de 2018

No meu copo 658 - Alcube, Fernão Pires e Moscatel 2015; Quinta de Alcube, Castelão e Cabernet Sauvignon 2013

Localizada na serra da Arrábida, próximo de Azeitão, a Quinta de Alcube é um projecto de dimensão familiar, dedicada à produção de vinhos e queijos, contemplando também uma vertente de enoturismo com três casas rústicas (Casa Moscatel, Casa Castelão e Casa Trincadeira) rodeadas pelo campo.

Até hoje foram escassos os contactos com os vinhos deste produtor, sendo que um amigo permitiu-me degustar um branco e um tinto que tinha em casa.

O branco, produzido com duas castas emblemáticas da região, mostrou-se algo parco de aromas, que se esperavam mais intensos. Embora marcado por alguma doçura e suavidade do Moscatel e com alguma estrutura do Fernão Pires, não é um vinho que se destaque à mesa, acabando por ficar um pouco neutro.

Já o tinto, também com uma casta típica da região no lote, apareceu um pouco mais intenso e estruturado, com notas caramelizadas e compotadas e achocolatadas, com final marcado por alguma especiaria. Leves notas amadeiradas envolvem o conjunto sem se sobrepor em demasia.

O primeiro contacto com um tinto desta casa aconteceu há muitos anos no Encontro com o Vinho e Sabores. Neste caso as expectativas não foram completamente satisfeitas. Aguardemos por novas oportunidades.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Península de Setúbal
Produtor: Quinta de Alcube

Vinho: Alcube, Fernão Pires e Moscatel 2015 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Fernão Pires, Moscatel
Preço: 4,76 €
Nota (0 a 10): 7

Vinho: Quinta de Alcube, Castelão e Cabernet Sauvignon 2013 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Castelão, Cabernet Sauvignon
Preço: 7,81 €
Nota (0 a 10): 7,5