domingo, 9 de novembro de 2014

No meu copo 413 - Hexagon 2005

Foi a terceira garrafa que abrimos em casa, depois das colheitas de 2000 e 2003.

Arrancou em primeiro lugar, na companhia de outros pesos-pesados, para regar duas lebres estufadas fornecidas pelo caçador de serviço. Esperou na garrafeira o tempo que foi necessário até surgir a ocasião adequada para acompanhar um prato que justificasse a sua abertura.

Pelo que já sabíamos das experiências anteriores, não se esperava que acontecesse alguma surpresa desagradável, a não ser por qualquer acidente dentro da garrafa. E assim se revelou tudo o que lá está. Começa por mostrar um perfil austero, fechado, que vai abrindo lentamente com o tempo (requer-se decantação, impreterivelmente).

Gradualmente vai revelando grande estrutura, corpo que nunca mais acaba, taninos bem firmes e musculados mas redondos, madeira bem integrada, tudo a formar um notável conjunto, cheio de complexidade. Apresenta uma mistura de aromas e sabores com algum caramelo, fruto em passa, frutos pretos e vermelhos, tudo complementado por ligeira tosta da madeira – estamos a repetir-nos em relação ao que escrevemos acerca das outras colheitas que provámos, mas é difícil dizer alguma coisa de novo acerca dum vinho deste gabarito quando nos faltam as palavras para o descrever...

Em suma, nenhuma surpresa em mais uma bela prestação de um grande vinho!

Nota: já neste fim-de-semana tivemos oportunidade de provar a colheita de 2008, no Encontro com o Vinho e os Sabores, e a impressão mantém-se: continua fantástico!

Kroniketas, enófilo esclarecido com o resto da cambada

Vinho: Hexagon 2005 (T)
Região: Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Syrah, Tinto Cão, Trincadeira, Tannat
Preço: 34,72 €
Nota (0 a 10): 9

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