sexta-feira, 10 de julho de 2015

No meu copo 465 - Poliphonia Reserva 2012

Num regresso ao restaurante Salsa & Coentros cerca de um ano depois, em que repeti o arroz de perdiz e a encharcada, o vinho escolhido para acompanhar a refeição, em que os outros comensais optaram por um prato de bacalhau e um de polvo, foi o Poliphonia Reserva, que tinha estreado nestas lides com a colheita de 2007.

Relativamente à composição do vinho, saíram as castas Trincadeira e Cabernet Sauvignon, mantendo-se as três restantes indicadas na ficha. Mais que pelas castas, talvez pela idade do vinho, esta versão mostrou-se mais robusta que a anterior. Aroma a fruto maduro muito intenso, bastante concentrado e com uma estrutura firme na boca e final longo, sem estar excessivamente marcado pela madeira (fez a fermentação maloláctica em balseiros de carvalho francês e estágio de 12 meses em tonéis e barricas de carvalho Alliet), apareceu como capaz de ombrear com pratos intensos de carne.

Não apresentou aquela elegância discreta que encontrámos na colheita de 2007, antes aparecendo com um perfil dentro das tendências mais recentes, marcado sobretudo por uma concentração e um grau alcoólico elevados.

Não deslustra, embora eu preferisse o outro estilo. Talvez seja apenas uma questão de lhe dar tempo. No entanto continua a ser um produto com boa relação qualidade/preço, que vale a pena provar.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Poliphonia Reserva 2012 (T)
Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: Granacer
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Syrah, Aragonês, Alicante Bouschet
Preço em feira de vinhos: 8,99 €
Nota (0 a 10): 8

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