terça-feira, 10 de junho de 2014

No meu copo 386 - Domingos Soares Franco Colecção Privada, Moscatel Roxo rosé 2010


Estamos em presença de um rosé que causou alguma polémica quando surgiu no mercado, numa aposta ousada e arriscada de Domingos Soares Franco, por ser composto exclusivamente por uma casta que quase desapareceu e foi recuperada pelo enólogo, e cuja máxima expressão se revela em pleno no vinho generoso a que dá o nome. Tem feito sucesso no mercado e divide opiniões.

Pela minha parte, esta foi a segunda prova que fiz dele, e acho que não deve ser adorado nem detestado. Apresenta uma cor salmão desmaiada, quase a tender para o incolor, aroma marcado a flores, é leve, fresco e macio, primando pela elegância. No entanto, no final parece-me sempre que lhe falta algo mais, pois pode tornar-se um pouco incaracterístico, parecendo ser pouco... vinho...

Não é de desprezar e merece ser provado e conhecido, até pela originalidade da sua produção. Mas não é, de todo, excepcional, e pode tornar-se um pouco caro para o prazer que nos proporciona.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Domingos Soares Franco Colecção Privada, Moscatel Roxo rosé 2010 (R)
Região: Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Moscatel Roxo
Preço em feira de vinhos: 10,38 €
Nota (0 a 10): 7,5

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