sexta-feira, 6 de junho de 2014

Na Wine O’Clock 17 - Esporão e Quinta dos Murças

Mais uma prova na Wine O’Clock, desta vez com vinhos produzidos pelo Esporão na Quinta dos Murças, no Douro, para além dos produzidos na Herdade propriamente dita, em Reguengos de Monsaraz.

Presente a enóloga da Quinta dos Murças, que nos apresentou as versões branco, rosé e tinto do Assobio, vinho da gama de entrada, para além do Reserva tinto e do Porto Vintage. Da herdade no Alentejo compareceram à prova apenas os exemplares com o nome da casa, o Esporão Reserva branco e o Esporão Reserva tinto.

Em relação aos alentejanos, nenhuma surpresa: o tinto é sempre um valor garantido, com estrutura e suavidade, elegância e persistência, mantendo o perfil que há muito nos habituou. A actual versão do Reserva branco já apresenta menos madeira do que noutras edições, o que lhe confere outra suavidade e permite fazer sobressair mais os aromas frutados, tornando o vinho mais fresco e gastronómico.

Quanto aos vinhos produzidos no Douro, o Assobio branco e o tinto agradaram, com o perfil mais ou menos habitual no Douro. Ambos suaves e frutados, com persistência média e alguma elegância na prova de boca. Já o rosé mostrou-se “chato”, linear, com falta de acidez, um vinho que se torna enjoativo e desinteressante. A rever, certamente, pela credenciada equipa de enologia da casa, chefiada pelo conhecido David Baverstock. Os preços situam-se na casa dos 6,95 €, pelo que certamente estes vinhos poderão competir com outros da mesma gama.

Na transição do Assobio para o Esporão Reserva ainda provámos o espumante branco da Herdade do Esporão, que se apresentou algo linear e de aroma discreto. Há uns anos provámos o espumante rosé, que nos agradou bastante mais.

O Quinta dos Murças Reserva tinto mostrou outra estaleca: é um vinho de topo, cheio de garra, estrutura, corpo, aroma, muito longo... Claro que o preço reflecte o que está na garrafa, situando-se na casa dos 20 €. Mas o produto é muito bom.

Finalmente, um Porto Vintage Quinta dos Murças, na linha dos habituais. Muita concentração, fruto maduro, taninos muito firmes. Um vinho para durar e apreciar lá mais para a frente, a cerca de 50 € a garrafa.

Foi uma prova interessante, porque nos deu a conhecer o outro lado dos vinhos do Esporão, com uma viagem à descoberta do Esporão no Douro. Valeu a pena.

Kroniketas, enófilo esclarecido

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