
O primeiro foi um desafio lançado no grupo do Facebook há algumas semanas, que solicitava a prova do branco. Mostrou-se um vinho de aroma frutado algo discreto, corpo médio e final macio. Algumas notas citrinas, algum mineral e acidez bem equilibrada conferem frescura e fim de boca agradável. Indicado para pratos de peixe não muito pesados mas pode aguentar-se com alguma gordura, pois tem uma acidez que ajuda a limpar o paladar.
O tinto foi bebido com um prato menos habitual, uma mussaka, prato com alguma exigência devido ao elevado teor de gordura. Foi um desafio curioso, dada a dúvida sobre se o vinho teria estrutura para se bater com o prato, e a verdade é que teve. O aroma mostra inicialmente algum vegetal, discreto, sendo que a prova de boca começa por ser suave mas com o tempo vão-se mostrando algumas especiarias e taninos arredondados, começando a revelar-se uma estrutura que parecia não estar lá. O final vai em crescendo, acabando por revelar-se um vinho gastronómico, a pedir algum tempo para se mostrar à mesa. Aconselha-se, em todo o caso, a acompanhar pratos de carne com alguma delicadeza, não excessivamente temperados.
Pelo preço que custa, é sem dúvida uma boa aposta para o dia-a-dia sem perder na comparação com outros nomes mais sonantes. Uma prova muito agradável, a repetir.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Dão
Produtor: Maria de Lurdes Osório
Vinho: Quinta da Ponte Pedrinha 2010 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Encruzado, Cerceal
Preço em hipermercado: 3,98 €
Nota (0 a 10): 7
Vinho: Quinta da Ponte Pedrinha 2008 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Tinta Roriz, Jaen
Preço em hipermercado: 4,49 €
Nota (0 a 10): 7,5
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