quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

No meu copo 653 - Duas Quintas Reserva branco 2010

Foi demasiado tempo à espera. Este vinho foi adquirido em Setembro de 2013 e só agora, finalmente, decidimos bebê-lo. Tarde demais para tirar dele todo o partido.

A cor, dum amarelo quase de mel, já indiciava uma evolução acentuada. No nariz mostrou alguma mineralidade mas perdeu boa parte dos aromas a fruta. A acidez está lá, bem presente, a manter o vinho bem vivo na boca e persistente no final, com algumas notas a lembrar glicerina. Perdeu-se alguma frescura, ganhando-se em elegância.

Nesta fase, as notas de madeira – onde fermentou e posteriormente estagiou sobre borras finas durante 7 meses – já quase desapareceram, embora ainda se pressintam nos aromas mais voláteis.

Enfim, esperávamos um belo vinho, que não deixa de ser. Branco de guarda? Talvez, mas não justifica ser guardado tanto tempo para tirar dele todo o partido. Faltou-lhe a juventude que deixámos escapar. Requer-se uma nova investida para provar uma colheita no tempo certo.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Duas Quintas Reserva 2010 (B)
Região: Douro
Produtor: Ramos Pinto
Grau alcoólico: 13%
Castas: Rabigato (50%), Arinto (20%), Viosinho (20%), Folgazão (10%)
Preço em feira de vinhos: 14,11 €
Nota (0 a 10): 8

3 comentários:

Rui Soares disse...

Glicerina? A sério? Bom, ok :)

Talvez a Rabigato não seja boa opção para envelhecer?

Unknown disse...

Depende de onde vem... o rabigato gosta de xisto, e é incrível como mantém a jovialidade quer na côr, quer no aroma. Tenho visto rabigato 2012, completamente jovem!

Rui Rico disse...

Depende de onde vem... o rabigato gosta de xisto, e é incrível como mantém a jovialidade quer na côr, quer no aroma. Tenho visto rabigato 2012, completamente jovem!