terça-feira, 4 de agosto de 2015

Adegga WineMarket Summer 2015



Em época de eventos vínicos de Verão (chega a haver mais que um em simultâneo), como o tempo não estava muito para praia resolvi regressar ao Adega WineMarket, que se realizou no dia 4 de Julho. Havendo a possibilidade de frequentar uma prova especial, embora o preço fosse pouco convidativo (50 €), os vinhos em presença eram de tal modo aliciantes que resolvi inscrever-me. Afinal, não é todos os dias que se tem a oportunidade de provar vinhos de topo!

E assim me dirigi ao Hotel Flórida, junto ao Marquês de Pombal, em Lisboa, para provar alguns vinhos em exposição até chegar a hora da prova especial, na Sala Premium Food & Wine, a partir das 20:30 (era a última do horário, já com o recinto mais vazio e portanto em ambiente mais calmo).

Já tinha conhecimento mas ainda não tinha experimentado o copo de prova com o chip que se destina a receber informações acerca dos produtores quando passamos o fundo do copo por cima dum sensor. Uma iniciativa interessante, sem dúvida, e que tira o melhor partido das novas tecnologias.

Estiveram presentes 40 produtores, a maioria dos quais é presença habitual nestes certames e que costumamos encontrar no Encontro com o Vinho e os Sabores. A grande diferença é que agora incidia-se sobretudo em vinhos mais vocacionados para o Verão, e era mais fácil chegar ao produtor que se pretendia.

De forma mais ou menos casuística fui parando onde calhava, depois de um primeiro reconhecimento do terreno. Paragem obrigatória nas mesas da Sogrape, com o portefólio da Casa Ferreirinha, Quinta dos Carvalhais e Herdade do Peso; da Herdade do Esporão, com a sua panóplia de brancos quase toda disponível, desde o Monte Velho (uma agradável surpresa) até ao Private Selection, e com o monocasta Verdelho sempre em destaque; da Real Companhia Velha, com os seus monocasta da Quinta de Cidrô, o Evel XXI e o Quinta das Carvalhas; da Quinta de Soalheiro, com o Alvarinho clássico a fazer sempre boa presença e boa companhia aos topos da casa, como o Primeiras Vinhas; num produtor alemão (Staffelter Hof), repleto de brancos de Riesling; e várias passagens por outros produtores como a Quinta de São José, de João Brito e Cunha, a Symington, a Casa da Passarela, a Aveleda, a Adega Mãe e por aí fora...

Como se aproximava ainda uma empreitada de vulto, convinha não abusar das provas antes da passagem à Sala Premium, que seria culminar o evento. Sobrámos apenas 5 provadores, que já ao entardecer se sentaram na esplanada com uma vista magnífica para o Marquês de Pombal e o Parque Eduardo VII. Começou o desfilar de pequenos petiscos a harmonizar com os vinhos mais diversos. Perante tão grande qualidade posta à nossa disposição, difícil seria destacar uma harmonização ou um vinho, embora o Dona Antónia Adelaide Ferreira (branco e tinto) e o Legado se tenham guindado a grande altura, como se esperava, e uma ligação tenha calhado particularmente bem, a do Athayde Reserva branco 2013, do Monte da Raposinha, com crocante de atum.

Mais fácil que descrever é apresentar os vinhos provados: um painel de se tirar o chapéu! As combinações estão listadas na primeira imagem, que apresenta o menu de vinhos e petiscos.

E assim terminámos a noite em grande. Os meus agradecimentos ao Adegga na pessoa do sempre afável e infatigável André Ribeirinho, bem como aos seus parceiros desta jornada inolvidável. Continuaremos a acompanhar as suas actividades e a comparecer sempre que a ocasião se proporcione. Continuação do sucesso que os vossos eventos têm obtido são os votos com que termino.

Até à próxima, e agora é tempo de férias: época para provar muito e escrever pouco...

Kroniketas, enófilo satisfeito

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