segunda-feira, 2 de março de 2015

No meu copo 435 - Casa Cadaval Vinhas Velhas, Trincadeira 2007

Voltamos ao Ribatejo, para visitar outro produtor de referência, a Casa Cadaval, também há muito implantada no mercado com os seus tintos monocasta. Neste caso, já tínhamos provado há cerca de um ano o Cabernet Sauvignon; agora foi a vez do Trincadeira, a outra casta tradicional dos tintos varietais da casa, tal como o Pinot Noir.

Sendo uma casta que parece ter vindo a perder terreno nos encepamentos no sul do país, e quase desaparecendo dos vinhos monocasta, os registos mostram, contudo, que ainda é uma das mais plantadas e largamente maioritária a par do Aragonês. É certo que não será das castas mais fáceis de trabalhar pelos enólogos, mas também temos visto nos últimos anos que quem se impõe são aqueles que fazem frente às dificuldades e trabalham com elas levando o seu barco a bom porto, em vez de enveredarem pelo caminho mais fácil dos vinhos com as “castas da moda”, que todos fazem e que a breve trecho se tornam verdadeiras pragas no país… É pena que ainda não tenham percebido que tudo o que está na moda acaba por passar de moda…

Que dizer, então, desta casta fora de moda? Este vinho apresentou-se encorpado, com um aroma algo herbáceo e de couro, estruturado e prolongado. Boa presença de taninos, final intenso mas redondo, pujante e persistente. Mostrou também estar num patamar de evolução em que já não irá melhorar, mas muito longe de decair. Continua a ser, para nós, um daqueles clássicos em que vale a pena apostar e que merece estar nas nossas escolhas.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Casa Cadaval Vinhas Velhas, Trincadeira 2007 (T)
Região: Tejo (Muge)
Produtor: Casa Cadaval
Grau alcoólico: 13%
Casta: Trincadeira
Preço em feira de vinhos: 9,45 €
Nota (0 a 10): 8

2 comentários:

Rui Oliveira disse...

Tive azar com a minha...estava morta! e ja foi aberta ha 2 anos pra aí....

Kronikas disse...

Pois, acontece... Nunca estamos livres desses azares, e cada garrafa é sempre uma incógnita.