terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Daowinelover - The best of Dão


Decorreu no passado dia 31 de Janeiro mais um evento por iniciativa do grupo #daowinelover, novamente no restaurante Claro, desta vez com o tema “The best of Dão”. O objectivo era que cada produtor presente levasse alguns dos seus melhores vinhos, que poderiam ser degustados ao longo da tarde em prova livre, até à chegada dos acepipes para forrar o estômago, lá mais para o anoitecer.

Já houve outros encontros com produtores que desta vez não estiveram presentes, tendo sido notadas algumas ausências de alguns produtores habituais. Da lista de presenças indicada na imagem não compareceu Júlia Kemper.

Quase à última hora surgiram arranjar duas vagas com que já não contávamos (quando nos apercebemos da realização do evento as inscrições já tinham fechado), e assim a dupla que vai mantendo este blog mais ou menos vivo pôde deslocar-se ao local para fazer as despesas das provas e das conversas.

Dos produtores presentes tivemos oportunidade de provar quase tudo. Nos brancos não nos faltou nenhum, enquanto dos tintos saltámos alguns, pois a ingestão de álcool, ainda que em quantidades reduzidas, já estava a fazer sentir os seus efeitos lá para o fim da tarde.

Mais do que entrar em considerandos específicos sobre cada vinho, que nestas ocasiões não gostamos muito de fazer, o que há a destacar é a elevada qualidade dos vinhos presentes. Nos brancos o destaque foi para o contingente de monocastas feitos de Encruzado, que curiosamente nos permitiu verificar como diferentes produtores podem fazer vinhos tão distintos a partir da mesma casta. Nuns casos mais mineral, noutros mais frutada, nalguns casos mais estruturada e noutros casos mais suave. Uma casta multifacetada, mas que marca os vinhos de forma indelével. Muito interessante a comparação de duas colheitas, 2009 e 2013, da Casa de Mouraz, em que gostámos mais da mais antiga, com excelente evolução e muita macieza. Destaque também para uma amostra de cuba dum 2014 ainda não rotulado da Quinta das Marias, também um Encruzado que encantou toda a gente.

Nos tintos havia desde colheitas muito novas até outras com mais de 10 anos, havendo mesmo um Garrafeira de 1997 das Terras de Tavares. O que se realça, contudo, mais do que no evento dedicado apenas à Touriga Nacional, é que nos vinhos de lote e, sobretudo, nos vinhos com alguma idade, está bem patente toda a elegância a suavidade que era habitual caracterizarem os tintos do Dão. Alguns dos que provámos fizeram lembrar os que bebíamos nos anos 90, quando ainda não tinha chegado a moda dos superfrutados, superconcentrados e superalcoólicos. Aliás, uma parte significativa dos produtores apresentou precisamente vinhos de lote e de colheitas com alguns anos.

Pudemos assim apreciar alguns dos melhores e mais representativos vinhos do Dão, numa jornada descontraída e agradável, onde reencontrámos uma boa parte dos comparsas habituais. Mais uma vez obrigado aos organizadores do costume, Pingus Vinicus e Miguel Pereira, e ficamos à espera do próximo.

tuguinho e Kroniketas, os diletantes preguiçosos

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