segunda-feira, 20 de outubro de 2014

No meu copo 411 - Grand’Arte, Shiraz 2007

Outro vinho com 7 anos, outra boa prova. Neste caso da região Lisboa/ex-Estremadura, um exemplar monocasta da longa lista da DFJ Vinhos.

Já o temos dito aqui, há muitos vinhos de Syrah que, apesar da publicidade, não nos convencem e francamente são mais os exemplares que desagradam do que o contrário. Algumas das melhores excepções vêm precisamente da região de Lisboa, onde a casta parece encontrar o espaço ideal para se desenvolver e gerar vinhos interessantes.

No caso deste Grand’Arte não encontrámos um daqueles vinhos chatos feitos de Syrah que se vêem por outras paragens. Deparámo-nos, antes, com um vinho elegante e persistente, ainda com um bom aroma frutado, macio e longo.

A cor granada mostrava uma concentração que depois na boca não apareceu, sobressaindo principalmente alguma elegância e macieza, com um ligeiro fundo de madeira, onde estagiou apenas 3 meses, a integrar e equilibrar o conjunto.

Quem disse que não vale a pena guardar vinho?

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Grand’Arte, Shiraz 2007 (T)
Região: Lisboa (Alenquer)
Produtor: DFJ Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Casta: Syrah
Preço com a Revista de Vinhos: 5,95 €
Nota (0 a 10): 7,5

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