domingo, 23 de março de 2014

No meu copo 371 - Monte da Peceguina 2010

Os poucos encontros que tive até à data com os vinhos desta casa não me deixaram particularmente encantado. A Herdade da Malhadinha Nova tem vindo a afirmar-se no panorama dos novos vinhos alentejanos, com uma forte componente de enoturismo (que chega ao requinte de incluir um SPA) a ajudar a alavancar o nome da casa.

Este Monte da Peceguina 2010, à semelhança de uma prova de outra colheita do mesmo vinho, mostrou o mesmo perfil de moderno frutado, mas continua a não me mostrar nada de particularmente novo ou aliciante. Aliás, já quando estive numa prova na Delidelux também fiquei com a sensação que as pretensões e os elevados preços praticados na casa não têm correspondência naquilo que se pode beber. Na sua maioria são vinhos de preços proibitivos que não justificam aquilo que custam.

Claro que este vinho é bom, é bem feito, segue todos os cânones da modernidade. Tem o tal perfil adequado para agradar aos fanáticos dos “vinhos da moda”. É fácil de beber, tem fruta para dar e vender e por isso salta imediatamente ao nariz quando o aproximamos do copo. Mas continuo a não lhe descobrir os encantos que se apregoam, nem aos outros vinhos da casa. Se calhar sou eu que ainda não os compreendi...

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Monte da Peceguina 2010 (T)
Região: Alentejo (Albernoa - Beja)
Produtor: Herdade da Malhadinha Nova
Grau alcoólico: 14%
Castas: Aragonês, Alicante Bouschet, Touriga Nacional, Syrah, Cabernet Sauvignon
Preço: 9,5 €
Nota (0 a 10): 7,5

1 comentário:

Rui Soares disse...

Sou da mesma opinião. Qualidade elevada? Não. Preço elevado? Sem dúvida. A relação qualidade/Preço, pura e simplesmente não compensa.