É com base nesta filosofia que, sob a batuta de Carlos Campolargo, se produz este Termeão em duas versões: o Pássaro Branco e o Pássaro Vermelho.
Este último é o mais elaborado, com estágio prolongado em madeira, enquanto nesta versão do Pássaro Branco o estágio se fez até um máximo de 12 meses. Mas não é o menor estágio que lhe retira qualidade! Boa estrutura, pujante, longo e persistente, mas ao mesmo tempo vibrante e fresco, é um Bairrada moderno mas à moda clássica, a fazer lembrar os melhores Baga sem ter Baga... É feito com desengace total, o que lhe permite ser menos adstringente em relação ao tradicional que tanto assusta alguns consumidores mais renitentes...
É um vinho muito bem feito, a mostrar que a nova Bairrada também pode impor-se de modo a elevar a qualidade da região e recolocá-la no lugar de destaque que merece. Também se conclui daqui que, afinal, nem só duma casta vive a região, porque aqui temos claramente o famoso terroir (palavra da moda) a mostrar ao consumidor aquilo que vale.
Por esta amostra, vale a pena (re)descobrir esta “outra” Bairrada. Atreva-se, descubra, experimente. Saia da sua zona de conforto de beber sempre os mesmos e ouse experimentar algo diferente e menos usual. Talvez conclua que vale a pena.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Termeão Pássaro Branco 2007 (T)
Região: Bairrada
Produtor: Manuel dos Santos Campolargo
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Nacional (75%), Castelão (25%)
Preço: 7,50 €
Nota (0 a 10): 8
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