
Dada a sua proveniência (entenda-se produtores), esperávamos um nível sempre acima do aceitável, mas a verdade é que neste caso ficámos pela mediania. Eu já tinha provado o Cabriz há uns anos, e não me desagradou, bem pelo contrário, tinha ficado bem impressionado. A verdade é que desta vez ficou um pouco aquém das expectativas. Aroma a frutos vermelhos muito discreto e pouco pronunciado, corpo leve (o que para um rosé não é um defeito, antes pelo contrário) mas o final a esvair-se, deixando pouca sensação na boca.
Quanto ao Quinta de Saes, que é uma das marcas de referência nos tintos de Álvaro Castro, o perfil foi algo semelhante. Mostrou algum corpo um pouco mais pronunciado, maior persistência, alguns aromas a morangos ou framboesas, mas também um final curto. Serão um pouco estes os perfis que os produtores querem obter, o que não se discute, pelo que temos aqui dois rosés com perfil mais adequado para os tais “vinhos de Verão”, “de piscina” ou “de esplanada”, primando pela leveza e prova de boca curta e pouco impressiva.
Apenas uma curiosidade, as castas usadas em ambos os casos são as mesmas. Em todo o caso fico na expectativa relativamente ao perfil dos próximos rosés do Dão que vou encontrar. Vamos ver se serão vinhos apenas para refrescar ou se serão para apreciar algo mais...
Kroniketas, enófilo desiludido
Região: Dão
Vinho: Cabriz 2011 (R)
Produtor: Quinta de Cabriz - Dão Sul
Grau alcoólico: 12%
Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 6
Vinho: Quinta de Saes 2011 (R)
Produtor: Álvaro Castro - Quinta da Pellada
Grau alcoólico: 13%
Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro
Preço em feira de vinhos: 4,99 €
Nota (0 a 10): 7
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