sexta-feira, 31 de maio de 2013

No meu copo 319 - Foral de Évora 2009

Tinha alguma expectativa relativamente a este vinho, ao qual já tinha ouvido alguns elogios. Tratando-se dum vinho da gama média da Fundação Eugénio de Almeida esperava-se que fizesse jus à fama da casa e dos seus vinhos mais emblemáticos. Como sabemos, é da Adega da Cartuxa que sai um dos vinhos mais famosos do país - quase tão famoso como o Barca Velha - , o Pera-Manca (do qual infelizmente só ainda provei o branco, já lá vão uns bons pares de anos), para além dos vinhos com o nome da casa e um outro vinho de topo, de produção mais recente, o Scala Coeli.

No entanto, no nível de entrada o EA não me agradou particularmente. Foi, portanto, com um misto de expectativa e curiosidade que abordei este vinho de nível médio. A verdade é que fiquei com a sensação de que lhe falta qualquer coisa. Pouco fruto, estrutura média, final curto e discreto, aroma pouco marcante. Estagiou cerca de 12 meses em barricas novas de carvalho francês e pelo menos mais 12 meses em garrafa, mas falta-lhe alguma coisa para ser verdadeiramente bom. Não é mau, obviamente, mas pelo preço que custa e em comparação com os da mesma gama, espera-se, obviamente, algo mais.

Admito que possa ter sido uma colheita menos bem conseguida, ou que o vinho desta garrafa estivesse num ponto de evolução pouco favorável, a atravessar uma fase discreta. Aguardemos por outras oportunidades para que, eventualmente, possa mostrar o que vale.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Foral de Évora 2009 (T)
Região: Alentejo (Évora)
Produtor: Fundação Eugénio de Almeida - Adega da Cartuxa
Grau alcoólico: 14%
Castas: Aragonês, Alicante Bouschet, Trincadeira
Preço em hipermercado: 6,49 €
Nota (0 a 10): 6,5

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