terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Lisboa à Prova

No passado dia 13, dia seguinte ao histórico encontro de eno-blogs, desloquei-me à Cordoaria Nacional para o encerramento do concurso Lisboa à Prova, que decorreu durante alguns meses e onde estiveram a votação os 30 melhores restaurantes de Lisboa. No referido dia 13 decorria durante a tarde a entrega dos prémios e a partir das 18:30 seria o festival dos 30 finalistas, com um espaço de degustação.

Não cheguei a saber quem venceu, nem me preocupei com isso, mas fui ver que acepipes estariam à disposição dos visitantes. Chegámos entre as 19:30 e as 20 horas, e depois de algum tempo de espera para a compra dos bilhetes, a um preço perfeitamente aceitável (5 € para os adultos e 3 € para as crianças), lá entrámos no recinto da degustação.

O primeiro impacto foi um pouco assustador, pois estavam magotes de gente em todos os stands dos restaurantes representados, dificultando a passagem e tornando quase impossível saber o que se podia provar. O bilhete dava 4 cupões para degustação e um para uma bebida. Mas, depois de percorrermos a custo os corredores (os stands estavam dispostos ao centro, costas com costas e ao longo do recinto, e o público passava pelo lado exterior), voltámos ao ponto de partida para tentar começar a perceber o que se poderia comer, pois começavam a ser horas. E aí, o drama: não havia pratos! Nem talheres. Perguntámos a alguém com uma farda onde se arranjavam pratos e disseram-nos que em cima dos aparadores. Só que não estavam lá nenhuns. Foi preciso descobrir uma porta que dava acesso a outro espaço onde se lavavam pratos e talheres, ficar à porta e esperar que alguém trouxesse pratos ainda molhados, e sacar umas colheres e uns garfos. Mais fácil foi arranjar copo, era pagar 3 € para ter um copo e recebê-los de volta quando o copo fosse devolvido.

Consegui degustar umas excelentes bochechas de porco no stand do Tromba Rija, onde também pedi umas gotas de vinho Nova Safra, que estava ali a jeito. Ao lado um pouco de cabrito no forno e a finalizar um bacalhau verde não sei onde. Já perto das 21, foi hora de passar às sobremesas mas, em fim de festa, acabámos por conseguir provar diversos doces já sem nos pedirem as últimas senhas. De novo no Tromba Rija, podia-se raspar a travessa duma excelente Sopa Dourada, que ainda deu para repetir. Fiquei jantado, em suma.

Mas como não há bela sem senão, à boa maneira portuguesa, tinha que falhar qualquer coisa e a barraca dos pratos e dos talheres é incompreensível. Aparentemente calcularam 1500 visitantes e apareceu mais do dobro. Parece que em Portugal não sabem fazer contas e, como sempre, nunca se prevê nada como deve ser.

Kroniketas, gastrónomo desiludido

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