sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Encontro com o Vinho/Encontro com os Sabores 2008



Começou hoje mais uma edição deste evento já obrigatório, organizado pela Revista de Vinhos. Decorre até domingo para o público e nós, claro, vamos lá amanhã, sábado.

tuguinho e Kroniketas, enófilos e tudo

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

No meu copo 209 - Quinta do Cerrado, Malvasia Fina 2006; Quinta das Maias, Malvasia Fina 2007

Mais dois brancos de bom recorte que não conhecia. Não sou comsumidor habitual dos brancos do Dão mas há coisas interessantes para descobrir. Neste caso trata-se de dois brancos monocasta feitos de Malvasia Fina.

Já tive oportunidade de o referir algumas vezes, sou um fã desta casta pelo seu perfil aromático e floral, que dá aos vinhos uma elegância que me agrada. Mais uma vez isso aconteceu com estes dois vinhos do Dão, algo semelhantes.

O Quinta do Cerrado estagiou dois meses em barrica, não aparecendo a madeira muito marcada. Tem uma cor citrina ligeiramente esverdeada, aroma algo citrino, corpo médio mas ao mesmo tempo com uma estrutura média na boca, com final suave, elegante e equilibrado.

O Quinta das Maias tem 10% da casta fermentada em carvalho francês, apresenta uma cor amarelo-palha, igualmente com estrutura e complexidade médias e uma boa acidez que lhe confere frescura e equilíbrio.

Em ambos os casos encontramos vinhos muito frescos na prova de boca, em que não se sente excesso de álcool e em que a madeira está bem doseada, sem excessos. A sua estrutura permite-lhes acompanhar pratos mais elaborados, não deixando de ser aceitáveis em refeições mais leves. Em suma, dois bons produtos, a repetir sempre que possível.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Dão

Vinho: Quinta do Cerrado, Malvasia Fina 2006 (B)
Produtor: União Comercial da Beira
Grau alcoólico: 13%
Casta: Malvasia Fina
Preço em feira de vinhos: 4,65 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Quinta das Maias, Malvasia Fina 2007 (B)
Produtor: Sociedade Agrícola Faldas da Serra
Grau alcoólico: 13%
Casta: Malvasia Fina
Preço: desconhecido
Nota (0 a 10): 7,5

domingo, 26 de outubro de 2008

No meu copo 208 - Muralhas de Monção 2007; Ponte da Barca, Colheita Seleccionada 2007

Continuando nos brancos, damos agora um salto à região dos Vinhos Verdes. O Muralhas de Monção é praticamente um clássico, um vinho consensual entre quase toda a gente quando se fala de verdes bons e baratos. Muito fresco e com boa acidez, suave na prova de boca e moderadamente alcoólico, é extremamente versátil quando se quer um vinho refrescante.

Faz as despesas como vinho de esplanada, como aperitivo, como acompanhante de peixes ou mariscos e faz sempre uma boa companhia à mesa. Mais um bom produto dos brancos de 2007 e a segunda boa aposta da Adega Regional de Monção, logo a seguir a outro ícone da casa, o Deu La Deu. Mais uma excelente relação qualidade/preço, um belo verde para todas as ocasiões que se proporcionem.

O Ponte da Barca Colheita Seleccionada já foi um bom vinho em tempos. Agora posiciona-se numa gama de entrada e mostra-se agradável mas sem encantar. Ligeiramente gaseificado, uma característica que tem vindo a desaparecer nestes vinhos, é um verde com aroma discreto e pouco exuberante no paladar, para ser consumido sem grandes pretensões. Feito exclusivamente com a casta Loureiro, perde para o seu vizinho de Ponte de Lima. O preço está em consonância.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Muralhas de Monção 2007 (B)
Região: Vinhos Verdes (Monção)
Produtor: Adega Cooperativa Regional de Monção
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Alvarinho, Trajadura
Preço em feira de vinhos: 2,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Ponte da Barca, Colheita Seleccionada 2007 (B)
Região: Vinhos Verdes (Ponte da Barca)
Produtor: Adega Cooperativa de Ponte da Barca
Grau alcoólico: 11%
Casta: Loureiro
Preço em hipermercado: 1,95 €
Nota (0 a 10): 6

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

No meu copo 207 - João Pires 2006; Adega de Pegões, Colheita Seleccionada branco 2006

Continuando na senda dos brancos, voltamos a dois das Terras do Sado da colheita de 2006. Dois clássicos, poderíamos dizer, daqueles que valem sempre a aposta e dos quais sabemos sempre com o que contar.

O João Pires é um dos meus brancos indispensáveis, sempre com aquela leveza e elegância que o caracterizam, muito bem equilibrado em todas as vertentes, de grande frescura e que cai bem com quase tudo e é quase imbatível em tempo quente. Mais uma presença obrigatória na garrafeira.

De Pegões vem o branco Adega de Pegões Colheita Seleccionada, outra aposta segura e com uma relação qualidade/preço absolutamente insuperável. Este, por seu lado, um branco de inverno que neste caso foi consumido ainda com tempo quente mas a acompanhar um prato de bacalhau no forno, com o qual se bateu galhardamente como se esperava. Algumas notas tropicais do Chardonnay e do Antão Vaz apresentam-se bem equilibradas com a acidez que lhe é conferida pelo Arinto. Os seus 14 graus de álcool, a par com uma boa estrutura de boca e final persistente e complexo, ajudados pelo estágio de 4 meses em barricas de carvalho americano com batônnage, fazem dele um bom acompanhante de pratos mais arrojados. É igualmente uma aposta segura por um preço irrisório para o produto que está dentro da garrafa.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Terras do Sado

Vinho: João Pires 2006 (B)
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Grau alcoólico: 11%
Casta: Moscatel
Preço em feira de vinhos: 4,85 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Adega de Pegões, Colheita Seleccionada 2006 (B)
Produtor: Cooperativa Agrícola Santo Isidro de Pegões
Grau alcoólico: 14%
Castas: Chardonnay, Arinto, Pinot Blanc, Antão Vaz
Preço em feira de vinhos: 2,95 €
Nota (0 a 10): 7,5

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

No meu copo 206 - Cabriz rosé 2007; Periquita rosé 2007; Quinta da Alorna, Touriga Nacional rosé 2007

As férias de Verão também foram aproveitadas para provar alguns rosés dentre os muitos que têm aparecido. Neste caso foram duas repetições e uma estreia. Já temos falado do crescendo dos rosés entre nós e, tal como os brancos, a sua qualidade tem vindo a crescer, o que tem ajudado (e de que maneira) ao aumento da procura por estes dois tipos de vinho ainda há poucos anos tão mal amados, principalmente este de que agora falamos, que alguns nem consideravam vinho. Aliás, parece que para alguns produtores isso ainda é verdade pois ainda fazem os seus rosés a partir de sangrias de cuba. Mas o panorama é, actualmente, francamente animador e dá aos enófilos um bom leque de escolhas variadas.

Começamos pelo Periquita rosé 2007, uma das recentes apostas da José Maria da Fonseca na renovação desta marca secular. É o típico vinho de Verão, de esplanada, com um toque adocicado, bom para entradas ou simplesmente para beber como aperitivo num dia quente.

O Cabriz rosé 2007, uma repetição depois de já ter provado o de 2006, mantém a mesma linha leve e suave, com aroma floral e de frutos vermelhos. Mais personalizado que o Periquita e também um pouco mais versátil porque é mais seco, é igualmente bom para entrada, aperitivo ou para beber a solo mas também com pendor gastronómico.

Finalmente, o Quinta da Alorna rosé, Touriga Nacional 2007, para mim um dos melhores rosés do momento. No Verão do ano passado já me tinha encantado com o de 2006, e agora tive oportunidade de provar o de 2007, que me pareceu ainda melhor. Muito aromático e elegante, com aroma pronunciado a morangos e framboesas, seco e elegante na boca mas bem estruturado, ou seja, tudo no sítio neste belo rosé ribatejano, onde se conjugam nas doses certas o fruto, o álcool, o corpo, a acidez e a frescura. Um rosé para ter sempre na garrafeira.

Kroniketas, enófilo rosado

Vinho: Cabriz 2007 (R)
Região: Dão
Produtor: Dão Sul
Grau alcoólico: 12%
Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro
Preço em feira de vinhos: 3,98 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Periquita 2007 (R)
Região: Terras do Sado
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Grau alcoólico: 11,5%
Castas: Castelão, Trincadeira, Aragonês
Preço em feira de vinhos: 4,25 €
Nota (0 a 10): 7

Vinho: Quinta da Alorna, Touriga Nacional 2007 (R)
Região: Ribatejo (Almeirim)
Produtor: Quinta da Alorna Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 4,49 €
Nota (0 a 10): 8

sábado, 18 de outubro de 2008

Eventos eno-gastronómicos

Festival Nacional de Gastronomia na Casa do Campino, em Santarém, até 2 de Novembro.

Encontro com o Vinho/Encontro com os Sabores na Feira das Indústrias (antiga FIL), em Lisboa, de 31 de Outubro a 3 de Novembro.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

No meu copo, na minha mesa 205 - Monte da Peceguina 2007; Restaurante O Casalinho (Praia da Rocha)



Outro jantar de férias, no passadiço da Praia da Rocha, junto à descida central da praia. Este restaurante era uma das referências há uns anos antes das obras na praia e da remodelação de todos os bares, e ali comi uma refeição fantástica confeccionada à vista e servida num carrinho. Agora tem duas salas separadas, uma mais restaurante e outra mais para pizzas e afins, mas fomos para a parte das pizzas para ficar mais à vontade e com mais espaço.

A escolha é extensa e variada, permitindo um leque de opções que podem ir desde a pizza ao bife pimenta passando por bacalhau no forno. Tal como há anos, escolhi o bife, enquanto outros escolheram um T-bone e bacalhau à Narcisa, que por sinal estava magnífico, talvez o melhor prato da noite.

O bife estava bastante tenro e suculento, mas o serviço não correspondeu ao que se esperava. Nem o serviço de mesa nem o serviço de vinhos, e o facto de estarmos na pizzaria não serve de desculpa. Primeiro o vinho escolhido veio morno para a mesa, pelo que foi necessário pedir um frappé. Depois, à segunda garrafa um dos empregados serviu vinho no copo de um dos comensais onde ainda estava vinho da garrafa anterior, o que como se sabe é um erro primário no serviço de vinhos.

Para fecho da noite, foi pedida uma sobremesa (crepes Suzete) que não pôde ser servida porque... a cozinheira estava ocupada com outras coisas e não tinha tempo para a fazer! Esta é original.

Para o vinho escolhemos um Monte da Peceguina, da Herdade da Malhadinha Nova, que se tem tornado notada pelo seu hotel com SPA, situada ali para os lados de Alberona, a sul de Beja, e próxima da Herdade dos Grous e da Casa da Santa Vitória. Já o tinha provado uma vez e não me encantou, e desta vez voltou a não encantar. É um vinho que se bebe com facilidade, com aquele perfil moderno que tantos (ainda) elogiam, ainda com o resquício do excesso de álcool e muita fruta. Estagiou parcialmente 7 meses em barricas de carvalho francês e é predominantemente frutado, sem que a madeira se sobreponha aos aromas e relativamente equilibrado entre a acidez e o álcool que neste caso está bem disfarçado. Em suma, é fácil de beber mas não é marcante.

Quanto ao restaurante, sinceramente esperava melhor. Para o nível de preços praticado e a sofisticação nos nomes dos pratos, exige-se algo mais. Mais profissionalismo e eficiência, sobretudo. Lembrei-me dos muitos restaurantes visitados em Portalegre e Estremoz no último ano, e talvez pudessem ensinar alguma coisa a estes.

Kroniketas, enófilo veraneante

Vinho: Monte da Peceguina 2007 (T)
Região: Alentejo (Albernoa)
Produtor: Herdade da Malhadinha Nova
Grau alcoólico: 14%
Castas: Alicante Bouschet, Aragonês, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, Tinta Caiada
Preço em feira de vinhos: 9,65 €
Nota (0 a 10): 7

Restaurante: O Casalinho
Areal da Praia da Rocha
Portimão
Preço por refeição: 25 €
Nota (0 a 5): 3,5

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

No meu copo, na minha mesa 204 - Alvor Singular branco 2007; Quinta do Barranco Longo Grande Escolha branco 2007; Restaurante A Ribeira (Alvor)



O grupo gastrónomo-etilista “Os comensais dionisíacos” teve o jantar de fim de época no Tó do Marisco, em Julho, o jantar de férias em Agosto e o jantar da rentrée em Setembro.

No jantar de Agosto juntaram-se os que estavam de férias no Algarve. Faltaram o tuguinho e o Mancha. Serviu de anfitrião o Politikos em Alvor, onde abancámos, com filhos e tudo (tarde e a más horas, já passava das 10 da noite) no restaurante A Ribeira, junto à ribeira de Alvor e lado-a-lado com o muito citado nos guias Àbabuja.

Dado o adiantado da hora começámos por entreter-nos com umas entradas e umas travessas de amêijoas. Entretanto o dono lá veio mostrar-nos umas postas de peixe enormes, que davam para umas 8 pessoas, e quase todos optaram pelo robalo e a dourada na brasa. Eu e o Politikos resolvemos partilhar uma cataplana de marisco enquanto os mais novos optavam pelo arroz de marisco. Delicioso, por sinal, e em abundância, que ainda deu para provar umas colheradas. A cataplana estava boa mas a do ano passado, em Armação de Pêra, estava melhor, mais apurada.

Para acompanhar os peixes, depois de darmos uma olhadela à carta de vinhos, escolhemos o vinho da terra: um branco de nome Alvor Singular, da Quinta do Morgado da Torre, cuja vinha está ali a 5 quilómetros, junto ao hotel da Penina e entre a estrada nacional 125, o desvio para Alcalar e a A22. Há mais de 10 anos que não bebia um vinho do Algarve e aproveitei para conhecer uma das novas produções que têm aparecido. A verdade é que este Alvor de 2007 foi uma agradável surpresa. Suave, aromático, moderadamente alcoólico, como felizmente se está outra vez a tornar hábito, acompanhou na perfeição os diversos pratos de peixe e marisco que foram chegando à mesa.

A certa altura o dono sugeriu-nos que provássemos outro produto da região, o branco da Quinta do Barranco Longo, ao pé de Algoz. Este não se portou mal mas mostrou aquelas características que não aprecio particularmente nos brancos: muito álcool (14,5%), fermentado em madeira e o inevitável Chardonnay tornam-no algo áspero para o meu gosto. Claro que um vinho com esta estrutura na boca se aguenta bem neste tipo de refeição, mas depois de acabada esta garrafa… voltámos ao Alvor para encerrar o repasto.

Quase pela meia noite lá abandonámos o restaurante, quando já só os donos e empregados ceavam a uma mesa do canto. No balanço da noite foi uma bela refeição, com as condicionantes próprias da época no Algarve, mas em que apesar do muito movimento e do restaurante cheio fomos alvo de todas as atenções e não se pode apontar nada ao serviço prestado. Grande simpatia e prontidão a responder aos pedidos, recomenda-se preferencialmente em época mais calma.

Kroniketas (enófilo refrescado) mais os outros bandalhos todos e os bandalhos que não estiveram lá e deviam ter estado

Vinho: Alvor Singular 2007 (B)
Região: Algarve (Portimão)
Produtor: Quinta do Morgado da Torre
Grau alcoólico: 12%
Preço em garrafeira: 4,19 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Quinta do Barranco Longo Grande Escolha 2007 (B)
Região: Algarve
Produtor: Rui Virgínia
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Arinto, Chardonnay
Preço no restaurante: 14 €
Nota (0 a 10): 6,5

Restaurante: A Ribeira
Ribeira de Alvor
Preço por refeição: 35 €
Nota (0 a 5): 4,5

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

No meu copo 203 - Porto Quinta do Noval LBV 2001; Porto Taylor’s LBV 2002

Eis dois LBV com poucas semelhanças. O Noval apresentou-se mais aberto, com a cor menos carregada, mais suave e menos encorpado na prova de boca, com os taninos mais redondos e a fruta mais discreta. Quanto ao Taylor’s apareceu com uma cor retinta, aromas frutados mais exuberantes, corpo mais cheio e os taninos mais pujantes.

Podemos considerar o primeiro mais adequado para acompanhar aperitivos à base de frutos secos, ou para entreter ao serão durante uma boa conversa, e o segundo mais vocacionado para a mesa, para acompanhar queijos ou sobremesas de sabor intenso, ou ficar a degustar no fim da refeição.

São dois produtos que sem deslumbrar não decepcionam quem os provar e cumprem de modo satisfatório o que deles se pretende. Pelo preço que custou o Noval, é praticamente impossível encontrar melhor.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Região: Douro/Porto

Vinho: Porto Quinta do Noval LBV 2001
Produtor: Quinta do Noval
Grau alcoólico: 19,5%
Preço em hipermercado: 9,98 €
Nota (0 a 10): 7

Vinho: Porto Taylor’s LBV 2002
Produtor: Taylor’s
Grau alcoólico: 19,5%
Nota (0 a 10): 7,5

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

No meu copo 202 - Porto Quinta de Ervamoira 10 anos

Continuando na senda dos Portos, tenho ido provando alguns m casa e agora de vez em quando resolvo abrir um. Dos que estavam à espera escolhi um 10 anos da Quinta de Ervamoira, da Ramos Pinto. Desde que provei um 20 anos da Dow’s na casa do tuguinho fiquei fã do género. Os 10 anos têm preços mais acessíveis e são mais fáceis de encontrar.

Este 10 anos da Ramos Pinto, empresa com grande tradição em vinhos do Porto, não me desiludiu, pelo contrário. Uma bela cor acobreada e um aroma marcado a frutos secos, com uma boa estrutura de boca e um final prolongado a fazer lembrar amêndoas ou avelãs.

Estes vinhos do Porto 10 anos têm ainda a vantagem de poderem continuar abertos durante algum tempo sem perderem qualidades, pelo que podem durar uns bons meses para se irem bebendo de vez em quando ao serão, com ou sem companhia, ou para nos fazer companhia enquanto escrevemos no blog...

Um belíssimo Porto que vale a pena ter em casa.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Porto Quinta de Ervamoira 10 anos
Região: Douro/Porto
Produtor: Ramos Pinto
Grau alcoólico: 19,5%
Preço em hipermercado: 26,66 €
Nota (0 a 10): 8,5